"Gostava de ver uma mulher na presidência da República" - Helena Semedo

PorJorge Montezinho,18 ago 2018 7:20

Helena Semedo
Helena Semedo

​Em Abril de 2013, era escolhida para directora-geral adjunta da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Agora, a cerca de um ano e meio do fim do mandato, Helena Semedo fala com o Expresso das Ilhas sobre os desafios que o mundo enfrenta.

Vamos começar pela fome. Um dos grandes objectivos da FAO é erradicar a fome no mundo, mas o que podemos definir como fome, uma vez que há pessoas que conseguem uma refeição quente por dia, mas mesmo assim passam fome?

Nós não falamos de fome, falamos de segurança alimentar e se dizemos que uma pessoa não sofre de fome não é só pelo facto de ter uma ou duas refeições, há outros parâmetros importantes. O primeiro é ter comida em termos de produção, e há produção suficiente para alimentar o mundo. O segundo parâmetro é a acessibilidade, que é o que se passa neste momento: temos comida, mas por causa da pobreza as pessoas não conseguem ter acesso à comida. O terceiro parâmetro é a sustentabilidade, ou seja, não basta ter acesso durante dois ou três meses, mas sim durante todo o ano. Neste momento, introduzimos um novo parâmetro, que é a questão da nutrição. Porquê? Se reparar, há uns anos referíamo-nos ao número de calorias – 2000, ou 3000 calorias, e as pessoas não tinham fome, podiam ser calorias de milho, de feijão, ou só de arroz – agora temos de falar de uma alimentação saudável e nutricional, de forma que não passe fome. Hoje temos uma outra questão, que já afecta 3 biliões de pessoas no mundo, que é a obesidade, que começa a ser também um problema porque as pessoas não comem como deviam comer. Em resultado têm excesso de peso e em consequência têm hipertensão, diabetes, que têm custos muito grandes neste momento em termos de saúde pública. Portanto, é difícil dizer que uma pessoa tem fome porque não tem duas ou três refeições, até pode ter essas refeições e não ter os elementos nutricionais de que necessita, ou só os ter durante um período. E são esses os parâmetros que usamos para medir o número de pessoas que está em insegurança alimentar.

Em relação à nutrição, o Dr. José Graziano (Director-geral da FAO) já disse que a nutrição é uma questão pública e não apenas individual, exactamente por causa do que disse: uma má nutrição acarreta custos públicos posteriores.

Exacto. Como disse, tem o custo das doenças, como a obesidade, a insuficiência de ferro – que é um problema que temos, por exemplo, em Cabo Verde – as crianças mal nutridas não crescem de forma saudável, ficando com problemas para toda a vida, e isso tem custos enormes para a saúde pública. Este é um conceito que tem evoluído. Porque quando falamos de fome, falamos de uma parte do mundo, quando falamos de alimentação saudável temos uma abordagem universal, porque o problema tanto afecta os países do Sul como os do Norte.

Aliás, o pensador israelita Yuval Harari escreveu que hoje o risco de morrer de obesidade é superior ao de morrer de fome.

É isso. E os dados que temos são muito interessantes. A certa altura, quando falávamos de obesidade, víamos cidadãos de certos países e com certos padrões. Mas agora temos exemplos em África onde uma mesma comunidade tem tantos problemas de obesidade como de deficiência nutricional. São questões que afectam os países do Norte e os do Sul, ou uma mesma comunidade, devido à maneira deficiente como comemos. É tudo uma questão de educação. Por exemplo, em Cabo Verde como em Portugal, comemos arroz e milho, ou arroz e batata, são questões que fazem parte da nossa cultura, os pais comiam assim, nós comemos assim, e é preciso educar para mudar hábitos, introduzir novos alimentos, porque podem ficar a faltar proteínas, ou lípidos, ou glícidos, e é isso que estamos a trabalhar neste momento.

Acredita que até 2030 será possível resolver o problema da insegurança alimentar?

Os números que temos neste momento não são animadores. Tivemos um período em que começámos a reduzir o número de pessoas que sofriam de fome e má nutrição, mas em 2016 esse número subiu e os dados de 2017, que vão ser lançados no dia 16 de Outubro [Dia Mundial da Alimentação] apontam que não houve melhorias. Isso quer dizer que temos 13 anos para reverter a situação e até agora não conseguimos.

“Quando falamos de fome, falamos de uma parte do mundo, quando falamos de alimentação saudável temos uma abordagem universal, porque o problema tanto afecta os países do Sul como os do Norte”

Porquê?

Por causa dos efeitos das guerras, dos efeitos das mudanças climáticas – actualmente temos mais inundações, mais secas, o El Niño, La Niña – e são questões com que temos de saber lidar e ter outro nível de políticas e de atitudes. Há essa consciência, é necessário que ao nível dos países haja políticas, é necessário que os países doadores dêem os recursos suficientes e mais do que suficientes, atempadamente. Porque muitas vezes uma fome agrava-se porque não tivemos medidas com tempo. Como costuma dizer o meu chefe: não podemos evitar uma seca, mas podemos reduzir os efeitos de uma seca se tivermos medidas atempadas e tivermos instrumentos que nos ajudem a minorar os riscos.

São essas as questões que mais debates levantam actualmente?

São e fazem parte cada vez mais da comunidade internacional. Porque os objectivos do desenvolvimento durável são os objectivos de toda a comunidade internacional. Houve um engajamento da comunidade internacional e penso que nenhum de nós quer chegar a 2030 e reconhecer que falhamos nos nossos compromissos globais.

Falou de conflitos, de alterações climáticas, acrescento a pobreza como um dos grandes desafios futuros. Aliás, a FAO lançou recentemente uns mapas onde mostrava a percentagem de rendimento diário que era usada na alimentação, e se em Nova Iorque um nova-iorquino gasta 0,6% do seu rendimento diário num prato de comida, um sudanês gasta 132% do seu rendimento diário. Em Cabo Verde, a média fica pelos 70%. Estamos a falar de uma assimetria que, presumo, será muito complicada de resolver.

O primeiro dos objectivos de desenvolvimento do milénio era a erradicação da pobreza. Porque sempre dissemos que se não conseguirmos resolver o primeiro e o segundo [objectivos] que estão intimamente ligados, não conseguimos resolver os outros. E é claro que a fome e a má nutrição estão ligadas à situação de pobreza. Se as pessoas são pobres, não têm rendimento, não podem comer, ou como disse, tudo o que ganham gastam na alimentação. E como é que fazem? Vão procurar produtos mais baratos e que, no fundo, não têm as propriedades ligadas ao que falámos anteriormente. Ou têm de receber ajuda alimentar, como o exemplo que deu do Sudão, se gastam 132% é porque a ajuda alimentar é que está a alimentar essas pessoas. Embora os dados do Banco Mundial mostrem que houve alguma redução da pobreza, esta não é ainda suficiente para que as pessoas possam ter uma vida condigna, uma alimentação condigna, uma habitação condigna, os filhos possam ter os serviços básicos de que necessitam: saúde, educação, e é um objectivo pelo qual temos de continuar a lutar conjuntamente. Para mim, importante é que, acho eu, já há uma consciencialização da comunidade internacional que é preciso trabalharmos juntos, que as políticas não são isoladas, mas sim integradas e que é preciso mais envolvimento da sociedade civil, dos privados e que todos os actores têm uma palavra a dizer. É por isso que na FAO apostamos no envolvimento das cidades [o Pacto de Milão, do qual a cidade da Praia faz parte] exactamente para que os autarcas e os cidadãos estejam mais envolvidos nesta questão da alimentação saudável, e daí o desenvolvimento das hortas urbanas, para que haja um envolvimento global. O envolvimento de todos é parte da solução porque esta não pode ser isolada. Não podemos continuar a ter a mesma visão da sociedade que tínhamos e a mesma forma de trabalhar. Os países têm de estar ligados e, sobretudo, a nível das políticas públicas há necessidade de uma maior integração.

“O envolvimento de todos é parte da solução porque esta não pode ser isolada. Não podemos continuar a ter a mesma visão da sociedade que tínhamos e a mesma forma de trabalhar”

Mas esse trabalho não é hoje também mais complicado. Vendo, por exemplo, grandes potências governadas por políticos populistas e isolacionistas e cada vez menos interessados em colaborarem com as organizações internacionais?

As situações são mais complexas, mas a nível dos países, repare que a Europa está a evoluir mais para a direita, para não dizer extrema-direita. Aliás, actualmente estamos também a trabalhar a questão das migrações e a sua ligação à pobreza e à segurança alimentar, porque isso também está ligado às mudanças climáticas. E cada vez mais os países estão a impedir a chegada dos migrantes. E não podemos viver nesta sociedade. Eu vivo em Itália, país que sempre recebeu os migrantes de forma condigna e repare no que está a acontecer neste momento.

Com os dirigentes praticamente a dizerem aos migrantes para morrerem no Mediterrâneo.

Repare a situação na Alemanha, com as coligações. Porque cada vez mais vemos essas alianças entre direita, esquerda e mesmo extrema-direita, com visões totalmente antagónicas, mas onde têm de ser encontrados equilíbrios e estes não estão a cair para o nosso lado. Repare no que se passa na América Latina, uma região praticamente em colapso. Era uma região que ajudava muito a África, e falo da Venezuela, do Brasil, que apoiavam não só em termos financeiros, mas também em termos de soluções tecnológicas, e que neste momento estão a isolar-se e a deixar de lado a cooperação Sul-Sul. Concordo que é um mundo cada vez mais complexo, cada vez mais isolado em termos de soluções, quando precisamos de soluções globais e integradas para os nossos problemas. Penso que ao nível das Nações Unidas temos esse papel, pôr todos os países juntos. Claro que neste momento também se questiona a utilidade do multilateralismo, mas penso que o Engenheiro Guterres [actual Secretário-Geral da ONU] tem como prioridade a reforma do sistema das Nações Unidas para que a ONU possa adaptar-se ao mundo de hoje e possa trazer respostas à complexidade dos problemas com que nos confrontamos. Não é fácil. Aliás, o Engenheiro António Guterres lançou recentemente um alerta, porque a ONU está a passar por uma situação financeira difícil, o maior doador [os Estados Unidos da América] não está em dia com as quotizações e estamos a falar de cerca de 22 por cento do orçamento das diferentes organizações. Além disso, os EUA saíram da OMS [Organização Mundial de Saúde], saíram da OMC [Organização Mundial de Comércio] e é a partir dessa grande interrogação que temos de reinventar-nos. Temos de ser mais eficazes e mais eficientes, com uma visão clara das prioridades, e esse é o trabalho que estamos a fazer para que a ONU seja mais ágil, com menos recursos. No fundo, fazer mais com menos.

Um outro eixo desta direcção da FAO é a agricultura familiar. Mas estamos a falar de uma área onde as pessoas estão cada vez menos interessadas, porque a movimentação tem sido do campo para as cidades, onde o trabalho é duro e depende de condições exógenas como o clima. Por tudo isto, como se convence a nova geração a voltar para a agricultura?

É uma boa questão. No planeta, vamos ter uma população de 9 biliões em 2050, temos de produzir mais 50 por cento daquilo que produzimos agora para alimentar essa população e estamos numa situação em que a agricultura não é dos sectores onde a nova geração se interessa. Por diversas razões, primeiro porque a nível social não é um sector que tenha um grande reconhecimento, aliás já nem falamos de agricultores mas sim de empresários agrícolas, é um sector que não se tem modernizado como deve ser, não é atractivo para os jovens que cada vez mais procuram o uso das novas tecnologias, e há esse êxodo rural, as estimativas apontam que em 2050 cerca de 70 por cento da população viverá em zonas urbanas. E a questão é essa: o que é preciso fazer? Para começar, aproximar o campo da cidade, depois é preciso termos uma agricultura em que as tecnologias sejam o motor de desenvolvimento, e também precisamos de uma agricultura que seja produtora de riqueza. A FAO e outras organizações da ONU têm trabalhado nisso, com as empresas e com a sociedade civil, para vermos qual é a agricultura do futuro.

E qual é a agricultura do futuro?

Nesse sentido, em Novembro vamos organizar uma grande reunião exactamente com esse tema da inovação para a agricultura familiar. Já há star-up, já há soluções, mas agora temos de difundir essas soluções. Por exemplo, usar cada vez mais os dispositivos móveis para saber quando semear, o que semear, como fazer essa colecta de produção, para que não se venda só em pequenas quantidades, etc. Hoje também debatemos, cada vez mais, a questão da agricultura verde, a protecção do ambiente uma vez que os recursos são cada vez mais escassos. No fundo, encontrar respostas para estas questões: como podemos ter uma agricultura verde, rentável e que promova o interesse para os jovens nesse sector.

Aliás, há um dado curioso, é a agricultura familiar que alimenta a maior parte das pessoas no mundo, apesar de serem também estes agricultores os mais vulneráveis à pobreza e à fome. Um paradoxo que não se percebe muito bem.

Bem, por vezes temos um conceito de agricultura familiar como sendo algo pequeno, feita em meio hectare, mas a agricultura tem diferentes valências, é uma agricultura feita ao nível da família. Mas a verdade é essa: 80 por cento do que comemos vem dos pequenos produtores agrícolas, que representam cerca de um milhão de pessoas. São eles que produzem, que investem, que correm o risco – porque estamos a falar de uma actividade de risco – mas também são os mais pobres, como disse, é um paradoxo e é aí que temos de centrar as nossas soluções. Nos anos 90 dizia-se que os pequenos produtores eram o problema, porque não tinham terreno suficiente para ter as grandes máquinas agrícolas, não se podia fazer uma agricultura extensiva, mas actualmente o paradigma mudou, porque são eles quem de facto produzem, eles é que são a solução, e qualquer mudança terá de vir destes produtores. Estamos a trabalhar com eles para modernizarem a forma como fazem a agricultura, mas também de toda a cadeia. Porque não é só produzir, tem de se comercializar também. Se isto não for feito, estamos a desperdiçar e esse é outro problema que temos. Só para lhe dar uma comparação, aquilo que desperdiçamos, seja na produção seja no consumo, se fosse um país seria a China. O que desperdiçamos, por exemplo, seria o suficiente para alimentar a África subsaariana.

Ou seja, só o que deitamos fora daria para alimentar cerca de um bilião de pessoas.

Exacto, seja o que compramos e não consumimos, seja o que produzimos e não conseguimos transformar ou comercializar porque não temos sistemas de frio, ou sistemas de transformação, ou não temos transporte, etc. E estamos também a trabalhar essa vertente, muito importante quando falamos da agricultura familiar, que é a pós-produção. A nossa visão vai desde a semente até ao nosso prato.

Isso também nos leva a questões como o comer local versus o comer global, ou a agricultura familiar versus as grandes cadeias agro-alimentares. É uma luta justa?

Aí há também uma mudança. Antes, o que queríamos? Ir ao supermercado, ver as frutas iguais, bonitinhas, enceradas e brilhantes e hoje não. Por exemplo, em Itália, nos restaurantes, vendem produtos de quilómetro zero.

Ou seja, das proximidades.

Exacto, que é produzido localmente, sabemos como é produzido, como é de perto não precisa de conservantes, não necessita de transformação ou congelamento, sabemos que é um produto saudável, fresco e que estamos a ajudar os pequenos produtores locais. Hoje há essa mudança. Mas mesmo as grandes cadeias têm diferentes tipos de produtos, como os chamados biológicos, que, infelizmente, ainda são mais caros do que os outros. Ou seja, o biológico é para um extracto social com mais recursos e é isso que nós não queremos, o que queremos é que todos consumam produtos biológicos. É todo um processo fazer com que haja uma democratização do acesso a uma alimentação saudável, mas sabemos que é um processo longo. Espero que em 2030 possamos dizer que conseguimos mudar as coisas.

Já falámos de segurança alimentar, de agricultura familiar, há uma outra questão que é a da pesca ilegal e o impacto que tem junto das populações. É aliás um problema que atinge muito directamente a África Ocidental. Combater a pesca ilegal terá de estar também entre as políticas prioritárias de qualquer país?

Tem sido uma das prioridades da FAO. Através da FAO aprovaram-se as directrizes do Estado do Porto [É o primeiro acordo internacional vinculativo para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. Estima-se que um em cada cinco peixes capturados se encontra relacionado com actividades de pesca ilegal, o que representa um custo anual de quase 23 biliões de dólares], que tem a ver exactamente com a pesca ilegal, como combater a pesca ilegal, como denunciar a pesca ilegal, como se pode perseguir barcos que estejam a pescar ilegalmente num país e que fujam para outro Estado, porque a pesca ilegal tem levado a uma sobreexploração dos recursos haliêuticos. Se continuarmos neste ritmo, os stocks de peixe poderão acabar mais cedo do que pensamos. E é um assunto que diz directamente respeito a Cabo Verde, um dos Pequenos Estados Insulares, ou, como agora são chamados, os Grandes Estados Oceânicos, porque têm mais mar do que terra, e é necessário proteger os nossos recursos.

“O que desperdiçamos seria o suficiente para alimentar a África subsaariana”

Por falar em Cabo Verde. O seu mandato termina em Dezembro de 2019 e depois? Vai pôr toda a experiência acumulada ao serviço do país?

Tenho várias coisas na minha cabeça neste momento. Penso que adquiri uma experiência a nível internacional e que deverei continuar a pôr essa experiência ao serviço do mundo. Mas claro que Cabo Verde continua a ser sempre o meu país, para o qual, sempre que possível, quero contribuir. O que lhe posso dizer é que penso que também preciso de algum tempo para descansar, afinal desde 1990 tenho estado nesta vida. Se me perguntar se tenho ideias claras do que quero fazer? Não tenho. Estou a analisar como posso continuar a dar o meu contributo a Cabo Verde, mas também o meu contributo a nível global, mas, provavelmente, sem ter um vínculo com qualquer organização. Poder ser mais flexível, fazer coisas que deixei de fazer, escrever sobre a minha experiência. Ao nível das mulheres já foi feito muita coisa, mas penso que há muito mais a fazer tanto em Cabo Verde como no mundo. Talvez usar a minha visibilidade para trazer mais mulheres para a esfera política e para a esfera internacional e lutar para que possamos ter mais igualdade e mais equidade de género. Só sei que não vou parar, porque julgo ter ainda muito para dar.

Tem sido apontada como uma possível candidata à presidência da República de Cabo Verde. Estaria disponível?

São coisas em que ainda não pensei. Estou fora de Cabo Verde há 15 anos, há pessoas que estão cá e que têm mais condições do que eu, que tenho estado fora da política. Poderei dar o meu contributo na procura de uma solução. Se eu gostava de ver uma mulher como próxima Presidente da República de Cabo Verde? Com certeza. Não lhe posso dizer hoje que é impossível, mas que não está nos meus planos, neste momento, não está.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 872 de 14 de Agosto de 2018.

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Autoria:Jorge Montezinho,18 ago 2018 7:20

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 ago 2018 19:30

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