​Jorge Carlos Fonseca pede apoio urgente da UE para Moçambique. UE diz-se "totalmente mobilizada"

Depois dos pedidos endereçados à CEDEAO e à União Africana, o presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca faz agora um apelo urgente à União Europeia para continuar a ajudar Moçambique e outros países afectados pelo ciclone Idai.

Numa mensagem enviada hoje ao Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, Jorge Carlos Fonseca pede àquele responsável que faça um apelo urgente à União Europeia no sentido de tudo fazer para continuar a ajudar as autoridades moçambicanas e outros países afectados pela tragédia.

“Encorajo desde logo à Comissão Europeia e a todas as instâncias competentes da União Europeia a continuar a envidar esforços no sentido de prestar toda a assistência necessária a Moçambique e às pessoas afectadas por este grande desastre ambiental”, lê-se.

União Europeia "totalmente mobilizada" para ajudar Moçambique

A chefe de diplomacia europeia garante que a União Europeia (UE) vai estar "totalmente mobilizada" para ajudar Moçambique. Segundo a Lusa, Federica Mogherini discutiu hoje com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, a "tragédia terrível" em Moçambique devido ao ciclone Idai.

“Moçambique tem de saber que a UE e eu pessoalmente, nós pessoalmente, estaremos totalmente mobilizados para os acompanhar passo a passo e para ajudar o país a recuperar desta tragédia terrível, terrível (...) Estamos lá para os apoiar com toda a nossa energia e com todos os nossos recursos, também de uma forma coordenada com os Estados-membros. E quero agradecer a Portugal pelo que já tem feito", declarou a chefe da diplomacia europeia.

Mogherini prestava declarações à imprensa portuguesa, acompanhada do primeiro-ministro António Costa, depois de um encontro entre ambos à margem da reunião do Partido Socialista Europeu, a anteceder o Conselho Europeu que tem hoje início em Bruxelas.

A Alta-Representante da UE para a Política Externa e o primeiro-ministro português disseram, praticamente em uníssono, e em português, que "sem dúvida" que a União irá demonstrar a sua solidariedade com Moçambique, tendo Mogherini sublinhado que a primeira ajuda destinada pela UE ao país, de 2 milhões de euros, foi apenas isso mesmo, "um primeiro apoio de emergência".

"Para mim foi muito importante enviar um sinal imediato, mesmo que 2 milhões seja muito pouco atendendo às necessidades, mas era importante para nós mobilizar este dinheiro assim que soubemos da tragédia", apontou, acrescentando que mais fundos seguirão, até porque Moçambique já pediu auxílio e, hoje mesmo, a UE activou o seu novo mecanismo de protecção civil, o que permitirá aos Estados-membros contribuir.

António Costa, que solicitou o encontro, indicou que teve oportunidade de, no quadro da "dramática situação" que se vive em Moçambique - e também no Maláui e no Zimbabué -, "que gerou uma consternação à escala global", de informar a Alta-Representante dos "mecanismos de apoio que bilateralmente Portugal tem já disponibilizado".

O primeiro-ministro acrescentou que o propósito da reunião foi também empenhar-se "para que a UE possa dar todo o apoio que é necessário e que corresponda àquilo que é o esforço conjunto que a comunidade internacional tem que fazer para responder a esta situação de emergência, e depois, numa fase posterior, naturalmente, ao apoio na reconstrução".

O número de mortos confirmados na sequência do ciclone no centro de Moçambique subiu para 217, segundo dados oficiais hoje divulgados.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou já perto de 400 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respectivos governos desde segunda-feira. De acordo com números divulgados hoje, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Maláui atingiu, pelo menos, 2,8 milhões de pessoas.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas "estão em situação de risco".

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Rádio Morabeza,21 mar 2019 15:48

Editado porFretson Rocha  em  5 dez 2019 23:21

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