CV Interilhas nega acusações de violação de direitos dos trabalhadores

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,31 out 2019 11:56

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 Navio Interilhas, linha 1
Navio Interilhas, linha 1(Rádio Morabeza)

A Cabo Verde Interilhas (CVI) refuta as acusações do sindicato dos trabalhadores e fala em esforço adicional voluntário, por motivos técnicos. É a reacção da concessionária às denúncias do Simetec, que na quarta-feira acusou a CVI de violação dos direitos dos trabalhadores da CVI, alegadamente, devido a excessiva carga horária.

Em comunicado enviado às redacções, a CVI esclarece que, por motivos técnicos, foi necessário adoptar "medidas de emergência, de modo a responder positivamente às solicitações dos seus utentes”.

“Garantindo sobretudo os serviços mínimos de transporte de passageiros e mercadorias para as populações das ilhas com maiores necessidades. Nestas circunstâncias, todos os seus colaboradores, tripulantes e pessoal de terra fizeram voluntariamente um esforço adicional”, lê-se na nota.

A paragem dos navios Liberdadi e Kriola, devido a avarias, e do Praia d’Aguada, para uma manutenção programada, em meados de Outubro, levou à redução da frota da companhia, de 5 para 2.

De acordo com a companhia, “esta situação foi pontual e ficou regularizada com o regresso do navio Liberdadi à operação e com a chegada do navio San Gwann, para reforçar as ligações entre as ilhas [em substituição do Kriola]”.

Simetec denuncia alegada violação de direitos de trabalhadores da CVI

O Simetec denuncia aquilo que considera de violação dos direitos dos trabalhadores da Cabo Verde Interilhas (CV). Em causa, alegadamente, carga horária excessiva. Denuncia feita hoje pelo sindicalista que representa a classe, Tomás Delgado de Aquino, que alerta para o risco que tal facto, no seu entender, representa para a vida dos passageiros e tripulantes.

A CVI garante o cumprimento dos direitos laborais de todos os seus colaboradores e explica que “os salários dos tripulantes incluem o pagamento de um subsídio de isenção de horário de 35% da retribuição base mensal, permitindo suportar situações extraordinárias”.

Segundo o Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo, a questão da sobrecarga horária é recorrente e já terá sido verificada na linha São Vicente - Santo Antão e, mais recentemente, nas rotas para Santiago - Fogo - Brava e Maio.

Quanto ao desembarque do Imediato do navio Sotavento, a CVI desmente qualquer retaliação.

“Não está de nenhuma forma relacionada com os protestos dos tripulantes. A não continuidade do Imediato em funções deve-se ao resultado da sua prestação observada durante o período experimental do seu contrato de trabalho”, refere.

Sobre a tripulação do navio Interilhas a concessionária dos transportes marítimos de passageiros e cargas indica que “conta há algum tempo com um total de 20 tripulantes que revezam alternadamente para garantir as três viagens diárias entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão”.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,31 out 2019 11:56

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 nov 2019 18:19

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