Confiante na justiça portuguesa, PM afirma que caso de Giovani “não belisca” relações entre os dois países

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,6 jan 2020 12:20

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, declarou confiança na justiça portuguesa e afirmou que o caso de espancamento e morte do estudante cabo-verdiano, Giovani Rodrigues, “não belisca” as relações entre Cabo Verde e Portugal.

O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas na Assembleia Nacional à saída de uma actividade do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), classificou o caso de “lamentável” mas indicou que o mesmo não belisca as relações entre os dois países.

“As relações entre Cabo Verde e Portugal são fortes, estruturantes e em desenvolvimento em qualquer circunstância de poder. Portanto é algo que não fica beliscado por situações que são lamentáveis, mas que acontecem”, anotou.

Giovani Rodrigues, de 21 anos e natural dos Mosteiros na ilha do Fogo morreu no dia 31 de Dezembro de 2019 em Portugal, depois de ter sido vítima de agressão perpetuado por um grupo de entre 10 a 15 pessoas.

Informações veiculadas na imprensa adiantam que, no dia 21 de Dezembro passado, o estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) terá sido agredido por vários homens à saída de uma discoteca em Bragança, Portugal.

Transportado para o Hospital de Santo António, no Porto, o jovem estudante, de 21 anos, acabou por morrer no dia 31 de Dezembro, segundo o comunicado da Embaixada de Cabo Verde em Lisboa.

A morte desse jovem estudante que se deslocou a Portugal para prosseguir com os estudos provocou uma onda de indignações no seio dos cabo-verdianos com as autoridades cabo-verdianas a pedirem “o cabal esclarecimento” desse caso.

A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal afasta a suspeita de que a morte do estudante do Instituto Politécnico de Bragança Giovani Rodrigues esteja associada a ódio racial, conforme noticiou o PÚBLICO.

“O motivo da agressão, que terminou em óbito, terá sido uma futilidade”, avançou a mesma fonte.

Entretanto, dois suspeitos já terão sido identificados, segundo a revista "Visão", mas não está claro se foram detidos. No site da PJ portuguesa não há notícias sobre o caso de Giovani. O último comunicado diz respeito "à localização e identificação dos três presumíveis autores de um homicídio cometido no Campo Grande, em Lisboa", na noite de dia 28 de Dezembro. Trata-se do homicídio de um outro estudante, na capital portuguesa, que terá ocorrido, ao que tudo indica, na sequência de um assalto. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,6 jan 2020 12:20

Editado porSara Almeida  em  9 jul 2020 23:21

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