"Dos sete mil testes rápidos, 1,2% deu positivo para pesquisa de anticorpos", Artur Correia

PorDulcina Mendes,1 jun 2020 20:12

O Director Nacional de Saúde, Artur Correia disse hoje, na habitual conferência de imprensa sobre a actualização dos dados de COVID -19, disse que em mais de uma semana realizaram mais de sete mil testes rápidos, dos quais 1,2% deu positivo para pesquisa de anticorpos.

O país conta com 458 doentes, 200 recuperados e quatro óbitos. Dos 458 casos de COVID -19, 141 recuperados são do concelho da Praia, 53 da Boa Vista, três de São Vicente, um em São Domingos, um em Tarrafal e um em Santa Cruz.

“É uma situação razoável e confortável, em relação ao dia de hoje, o dia de hoje reflecte os resultados do Laboratório de Virologia dos exames feitos durante o dia de ontem para hoje. Isso quer dizer que os 22 casos que foram divulgados não são de hoje, mas sim de ontem e mesmo de dias anteriores”, explica.

Segundo Artur Correia, esses 22 casos divulgados hoje, seis fazem parte dos testes rápidos realizados na comunidade e que a técnica de PCR confirmou que de facto são positivos. E 11 desses 22 casos são das pesquisas desses contactos e os restantes de controlos e há um caso de ontem, analisado de ontem para hoje que é o novo caso na ilha do Sal.

Há ainda quatro casos suspeitos de ontem, todos na cidade da Praia. Em relação aos doentes internados, hoje até às 15h00, dise que tínhamos 248 doentes, sendo 243 na Praia.

Em relação ao doente de Tarrafal disse que não teve alta, porque teve sintomas. “O critério para alta são dois testes negativos. E tinha feito ontem só um teste, e já recolheram a amostra para realização de mais um teste, se der negativo vai ter alta como doente recuperado”.

E frisou que Santa Cruz continua com os dois casos, mas já tinha recuperado um na semana passada, e “aproveito para esclarecer que o caso que foi relatado como sendo de Tarrafal de Santiago, é uma pessoa que vive em Santa Cruz e trabalha em Tarrafal, e enquanto pesquisa epidemiológica resolvemos e decidimos enquadrá-lo como um caso de Santa Cruz. E ficará em Santa Cruz até se concluir o processo de investigação para vermos se de facto é um caso de Santa Cruz ou se podemos ver a possibilidade de ser de Tarrafal”.

Sobre a grávida do Sal evacuada para São Vicente, esclareceu que o caso é de onde foi notificado, “é um caso de São Vicente importado da ilha do Sal, assim como no início tivemos casos importados da Inglaterra, Holanda, Portugal e França que era um cabo-verdiano os que regressou ao país. Mas consideramos como casos de Cabo Verde, por causa da notificação”.

O Director Nacional de Saúde avisou que há uma intensa actividade de investigação, de detecção e identificação de contactos dos dois casos do Sal, de familiares, vizinhos, contactantes. “Já se fez dezenas de testes rápidos e recolha de amostras para PCR, no sentido de fazer um reforço para limitar ao máximo a propagação do vírus na comunidade do Sal. Ontem foi para a ilha do Sal, uma médica infecciologista para apoiar o pessoal do Sal e também foi enviado mais de dois mil testes rápidos e material para recolha de amostras para teste PCR”.

E avançou que estão, neste momento com uma atenção muito especial no Sal, para poderem delimitar ao máximo a transmissão de casos nessa ilha.

Artur Correia disse que aumentou o número de pessoas em quarentena a nível nacional, e que isso tem a ver não só com a dinâmica de novos casos e de pesquisas de contactos directos e indirectos, mas também da entrada no país de pessoas que estavam no exterior e que regressaram e ficaram em quarentena obrigatória nos hotéis.

“E isso aumentou o número de pessoas em quarentena, mas também decorrente de nova realidade da ilha do Sal, que implicou os barcos que transportavam passageiros que viajaram para São Nicolau e São Vicente que implicou algumas medidas de segurança sanitária”, cita.

Para Artur Correia, a evolução da epidemia tem sido de forma gradual. “Agora temos a ilha do Sal com caso de COVID -19, mas todas as ilhas estão em risco, sempre disso isso, e já sabemos que é assim”.

Conforme explicou, na Boa Vista tem uma situação já consolidada, com cinco semanas consecutivas sem nenhum caso de COVID -19, e “na Praia há uma curva epidérmica típica que nos deixa com alguma tranquilidade, mas com alguma responsabilidade e preocupação, sobretudo agora porque estamos numa fase pós estado de emergência”.

“Todas as ilhas têm que estar vigilante e preparadas para conter eventualidade, daí o apelo a responsabilidade mesmo na ausência de estado de emergência, as pessoas devem continuar com as medidas de distanciamento social, evitar aglomeração de pessoas, respeitar as distâncias para serviços públicos, usar máscaras e praticar todas as medidas de higiene recomendadas”, sublinha.

Artur Correia referiu que há tendência das pessoas em usar e abusarem um pouco desta fase de desconfinamento. “Um Apelo que faço em nome do Ministério da Saúde é que haja responsabilização e que as pessoas tenham consciência que tudo o que fizerem em relação as boas práticas de prevenção a COVID -19, é para a sua saúde, para saúde dos seus familiares e para a saúde de toda a comunidade”.

E fez um apelo para as pessoas que têm familiares que são de risco acrescidos como idosos, diabéticos e hipertensos. “Todas as pessoas que tem familiares com esses tipos de doenças ou factores de risco devem ter maior responsabilidade para não levar para casa a COVID -19, porque infectando essas pessoas em casa, poderão passar por períodos difíceis, porque são pessoas de risco”.

Em relação aos testes, já passaram para uma nova fase que estão a intensificar a utilização dos testes não só rápidos, mas também dos testes PCR. “Os testes rápidos estão a ser muito utilizados aqui no concelho da Praia, em diferentes bairros e tem permitido uma triagem muito boa para os casos positivos de testes rápidos para efeitos de serem atestados para PCR”.

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Autoria:Dulcina Mendes,1 jun 2020 20:12

Editado porDulcina Mendes  em  4 ago 2020 23:21

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