A informação foi avançada pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, em conferência de imprensa conjunta, realizada esta tarde, para o balanço da visita.
“Um reforço efectivo da formação profissional em Cabo Verde no sentido do ganho da nossa própria independência, estarmos a apresentar à população cabo verdiana, à nossa cooperação com Portugal, uma estratégia de formação que incide não só na continuação da formação médica em clínica geral, mas particularmente a formação médica especializada contínua para permitir responder com qualidade às situações de demanda sobre doenças como as relacionadas com as cardiopatias. A nossa intenção nesta matéria é actuar de forma preventiva, melhorando o nosso diagnóstico precoce relativamente aos cancros, actuar precocemente no tratamento e introduzir em Cabo Verde a possibilidade da radioterapia”, afirmou.
O governante afirma ainda que esta será uma cooperação mais madura, voltada para a melhoria da independência técnica e clínica.
“Há áreas extraordinariamente importantes e que vão impactar positivamente na nossa qualidade de prestação de cuidados, tanto a nível local quanto hospitalar. Esta é uma cooperação muito mais madura entre Cabo Verde e Portugal, mais concentrada na qualidade da formação das pessoas e na melhoria gradual da nossa independência técnica e clínica”, frisou.
Para a ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, o comunicado apresentado representa uma visão comum, orientada para resultados.
“O comunicado conjunto, hoje acordado, reflecte de forma inequívoca uma visão comum e orientada para resultados e assume igualmente particular relevância o desenvolvimento de um modelo mais estruturado e clinicamente orientado de evacuações médicas, apoiado pela tele-saúde, permitindo ganhos em saúde, maior eficiência e uma redução de evacuações evitáveis, ao mesmo tempo que se reforçam as capacidades locais. Portugal reafirma o seu compromisso em continuar a trabalhar em estreita parceria com Cabo Verde, apoiando missões médicas, iniciativas de cooperação clínica e a partilha de conhecimento científico, sempre em alinhamento com as prioridades que são definidas pelos dois países”, ressaltou.
Para além da formação, o comunicado comum contempla a vigilância epidemiológica e a saúde pública, com promoção e cooperação, o reforço da emergência médico-hospitalar, um modelo mais integrado e clinicamente orientado para evacuações médicas, bem como o apoio a missões médicas.
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