DGRNI desmente sindicato e garante que PCFR dos Registos já foi aprovado em Conselho de Ministros

PorSheilla Ribeiro,7 mai 2026 13:26

A Direcção-Geral dos Registos, Notariado e Identificação (DGRNI) contestou hoje as alegações da Associação Sindical dos Trabalhadores dos Registos, Notariado e Identificação Civil e Criminal (ASTRANIC), que anunciou uma greve para os dias 15 a 17 deste mês. A instituição assegura que o Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) já foi aprovado em Conselho de Ministros.

Segundo a DGRNI, o presidente da Astranic tinha conhecimento de todo o processo de aprovação do diploma, incluindo da sua validação em Conselho de Ministros, informação que lhe terá sido comunicada pelo gabinete da ministra da Justiça no passado dia 5 de Maio.

A instituição acrescenta que o Ministério da Justiça cumpriu com o prometido ao pessoal dos Registos, Notariado e Identificação (RNI), sublinhando que o líder sindical acompanhou pessoalmente todo o processo de consolidação jurídica e melhoria do diploma, participando em reuniões realizadas no Ministério da Justiça.

Ainda conforme a DGRNI, no dia 13 de Abril, antes do envio da última versão do diploma para aprovação em Conselho de Ministros, a associação sindical foi ouvida e manifestou-se favorável à aprovação do PCFR.

O diploma, segundo a DGRNI, prevê efeitos retroactivos a 1 de Outubro de 2025, para salvaguardar os direitos do pessoal dos RNI durante os procedimentos necessários para a sua implementação.

“Por isso tudo é muito estranho que, tendo acompanhado e tido conhecimento de todo o processo, venha, nesta altura, o presidente da associação sindical anunciar a greve”, lê-se na nota da DGRNI.

Esta posição surge na sequência do anúncio de greve feito pela ASTRANIC, que acusa o Executivo de incumprimento do memorando de entendimento assinado em Dezembro de 2025 e de atrasos na aprovação e implementação do PCFR.

De acordo com o sindicato, o plano deveria ter sido aprovado até Fevereiro e implementado até 30 de Abril, o que não terá acontecido, levando à convocação de uma paralisação marcada para o dia 15 de Maio.

Em declarações à Inforpress, o presidente da ASTRANIC, Vítor Veiga, afirmou que a principal reivindicação da estrutura sindical é, precisamente, a aprovação e implementação do PCFR dentro dos prazos acordados.

“Neste momento, não temos ainda evidência de que o PCFR tenha sido aprovado”, disse, acrescentando que o sindicato decidiu avançar com a greve após o alegado incumprimento do memorando assinado com o Governo.

Serviços obrigatórios

Paralelamente, o Governo emitiu, a 30 de Abril, um despacho conjunto assinado pelo ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Correia Monteiro, e pela ministra da Justiça, Joana Gomes Rosa Amado, determinando a abertura obrigatória de serviços públicos considerados essenciais para o apoio às eleições legislativas de 17 de Maio.

Entre os serviços abrangidos estão os Registos, Notariado e Identificação, as Casas do Cidadão, Delegacias de Saúde, escolas públicas e a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE).

O despacho estabelece que, no dia 17 de Maio, os serviços devem permanecer abertos durante todo o período de funcionamento das mesas de voto.

Determina igualmente que, na véspera das eleições, dia 16 de Maio, os serviços de Registos, Notariado e Identificação, Casas do Cidadão e Delegacias de Saúde estejam em funcionamento para assegurar, entre outros actos, a entrega de documentos de identificação.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,7 mai 2026 13:26

Editado porSara Almeida  em  7 mai 2026 16:20

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