PAICV defende adesão ao Plano Marshall com África

PorExpresso das Ilhas, Lusa,27 nov 2018 15:40

A presidente PAICV defendeu hoje a adesão do país ao Plano Marshall com África, criado pelo executivo alemão, considerando que este pode ajudar os agricultores cabo-verdianos a aumentar os seus rendimentos.

Janira Hopffer Almada falava durante uma conferência de imprensa na qual fez um balanço da recente missão de quatro dias à Alemanha, que realizou com o objectivo principal de conhecer iniciativas deste país que "apostam na economia em África".

Nesse sentido, a presidente do PAICV inteirou-se da iniciativa "Pacto com África", que está aberta a todos os países africanos que trabalham sustentavelmente numa melhoria das condições básicas para os investimentos privados.

"O Pacto com África prevê um planeamento a longo prazo para estimular investimentos privados em África" e "já suscitou interesse de vários países africanos, como a Costa do Marfim, Ruanda, Senegal, Marrocos e Tunísia", disse.

Janira Hopffer Almada considerou que esta "pode ser uma iniciativa muito interessante para Cabo Verde".

E acrescentou que, logo a seguir ao lançamento do Pacto com África, o ministro da Cooperação Económica e Desenvolvimento da Alemanha lançou um pacote que designou de Plano Marshall para África, com um valor inicial de 300 milhões de euros e que se destina a estimular investimentos privados para criar empregos, mas também para garantir a melhoria das condições de vida, combatendo a longo prazo o êxodo para outros países.

"Esta iniciativa pode ser muito interessante para o nosso país, uma vez que defendemos uma cooperação em nível de igualdade, baseada no interesse e vontade mútuos", afirmou.

A presidente do PAICV acredita que Cabo Verde pode ter interesse em aderir a esta iniciativa e, nesse sentido, apelou ao Governo para que trabalhe e faça diligências para melhor conhecer este plano para África.

Como exemplo concreto dos ganhos que esta iniciativa já trouxe para vários países africanos, Janira Hopffer Almada referiu o comércio da castanha do caju, um projecto com um investimento inicial de 50 milhões de euros que está a ser desenvolvido em vários países como o Benim, a Costa do Marfim e Moçambique e já beneficiou cerca de 400 mil agricultores que duplicaram o seu rendimento.

"A produção é aumentada, o beneficiamento é melhorado, a comercialização é profissionalizada e a exportação cresce e a renda das pessoas aumenta", disse.

Janira Hopffer Almada apelou ao Governo para que "analise a possibilidade de aderir a esta iniciativa a que muitos países africanos já aderiram e que já tem impactos concretos e positivos na vida de muita gente".

"A nossa ideia é uma cooperação em nível de igualdade, baseada em vontade e interesses mútuos. Entendemos que as soluções de investimento privado que ocorram em Cabo Verde estimuladas por outros países também devem envolver o sector estratégico nacional", prosseguiu.

"Há também toda uma relação de cooperação que está a ser reforçada ao nível político e partidário entre o PAICV e o SPD. O que queremos é, através das nossas relações de cooperação, com os partidos da mesma família política do PAICV, contribuirmos para a qualificação da democracia", adiantou.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,27 nov 2018 15:40

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  18 dez 2018 12:19

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