A posição foi assumida após uma reunião do órgão, que teve como principal objectivo avaliar a situação interna, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional de suspender o ato eleitoral que estava previsto para 30 de Março.
Num comunicado de imprensa, a Comissão Política do partido reconhece o trabalho desenvolvido pelas quatro candidaturas em disputa, apesar de alguns percalços num contexto eleitoral interno. Além disso, considera que o debate gerado tem enriquecido as dinâmicas internas do partido.
A estrutura reforça a importância de esgotar todas as possibilidades oferecidas pelos estatutos do partido para resolver conflitos internos antes de recorrer a instâncias externas.
No entanto, sublinha que a intervenção do Tribunal Constitucional deve ser encarada com naturalidade e respeito pela hierarquia da justiça.
Apesar do adiamento das eleições, a Comissão Política apela à serenidade e responsabilidade dos militantes, sem alarmismos ou precipitações, aponta a necessidade de acatar com responsabilidade a decisão do Tribunal Constitucional e reforça o compromisso de continuar a valorizar o património do PAICV.
A estrutura também chama a atenção para a importância da tolerância e do respeito às diferenças de pensamento entre militantes, para que a unidade interna seja preservada.
No comunicado, a Comissão Política do PAICV apela as lideranças das candidaturas a adoptar um papel pedagógico junto dos seus apoiantes, para manter o espírito de camaradagem e companheirismo.
A Comissão Política do PAICV decidiu ainda preparar uma reunião do Conselho Nacional para definir novas datas para as eleições e para a realização do Congresso do partido.
Entre as deliberações tomadas, está a espera pelo desfecho do processo interposto por um militante junto do Tribunal Constitucional, a marcação de uma nova reunião da Comissão Política após o conhecimento do acórdão e o pedido de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional para definir os próximos passos.