Perdas de electricidade quantificadas em 2,8 milhões de contos anuais

PorAilson Martins, Rádio Morabeza,8 jun 2022 14:32

Arlindo Furtado, Luís Teixeira
Arlindo Furtado, Luís Teixeira Rádio Morabeza

Anualmente, a ELECTRA deixa de faturar 2,8 milhões de contos com perdas de electricidade. Valor avançado pelo presidente do conselho de administração da ELECTRA, à saída de um encontro com o cardeal Arlindo Furtado.

Luís Teixeira diz que a ELECTRA terminou o ano passado com uma perda de 25.5% na energia eléctrica, especificando que a ilha Santiago é aquela que maior perda tem, com 34%.

“Temos ilhas como o Sal que tem perdas inferiores a 10%, São Vicente com 12%. Temos ilhas em que há perda, [mas] está mais ou menos controlado. A nível nacional, o que conta é a média nacional, estamos a perder, todos os anos, 2,8 milhões de contos. É muito dinheiro", refere.

"Não vamos conseguir garantir a sustentabilidade do sector com este nível de perdas e também os consumidores não vão aguentar, porque isso acaba por entrar na tarifa", alerta.

Questionado sobre se é legal os clientes pagarem pelas perdas de energia eléctrica, o PCA da Electra responde que "sim", admitindo que o problema é Cabo Verde é que "as perdas são altas".

"Qualquer sistema eléctrico tem perdas técnicas, sete, oito por cento, [que] são incorporadas na factura. Só que aqui, além da parte técnica, temos as perdas não técnicas, que derivam do roubo de energia, que são mais de 20%", explica.

Através do encontro com D. Arlindo Furtado, a administração da ELECTRA quis pedir o apoio da igreja católica na transmissão de boas práticas na luta contra o roubo de energia.

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Autoria:Ailson Martins, Rádio Morabeza,8 jun 2022 14:32

Editado porAndre Amaral  em  6 dez 2022 23:28

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