“Os livros assumem hoje uma importância maior e de um alcance superior”, PR

PorDulcina Mendes,23 abr 2020 15:19

Na sua mensagem alusiva ao Dia Mundial do Livro, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse que mais do que nunca, os livros assumem hoje uma importância maior e de um alcance superior ao que até há pouco tempo se pensava. Com a COVID-19 veio mais tempo e um outro olhar para os livros, aponta.

Jorge Carlos Fonseca sublinhou que esta deve ser a primeira vez na História em que o Dia Mundial do Livro se comemora num clima de confinamento por causa de uma pandemia.

“Com grande parte do mundo em casa, como forma de prevenir e combater ao contágio do Covid 19, o tempo para o livro e a leitura cresceu, de um momento para o outro”.

E os livros, em especial aqueles há muito comprados e meio esquecidos nas prateleiras, tiveram novas oportunidades, segundos olhares, maior tolerância da nossa parte.

“Os outros, abandonados a meio, numa luta passada com o leitor, ganham nova capacidade de atracção e seduzem-nos, lá onde a pouca paciência e a correria do dia-a-dia os derrotara”.

Segundo o chefe de Estado, com à falta de livrarias abertas, descobrimos pérolas, jóias nas bibliotecas das nossas salas, no escritório, que nem sabíamos que tínhamos.

“Voltamos a pegar nos clássicos e nos fiéis companheiros, aqueles de que nunca nos afastámos, às páginas que deixaram a sua marca gravada em nós ou que definiram o nosso pensamento e o nosso percurso literário”.

Jorge Carlos Fonseca acredita que o tempo se desacelerou, deixou de nos empurrar, de impor as suas regras, “entramos pelas páginas sem amarras e dispostos a fazer deste encontro com a leitura e os livros um espaço de prazer agora redobrado, e uma barreira contra a ansiedade, o desconhecido, o medo”.

“Para os que amam os livros, o acto de leitura é profiláctico, apaziguador, um calmante para as horas difíceis que atravessamos, uma forma de estreitar o distanciamento social imposto.E aqui, tanto pode servir para escaparmos, momentaneamente, aos tempos conturbados, ou para aproveitar para aprender, descobrir, abrirmo-nos ao outro que nos fala através aquelas páginas, e que nunca imaginou como viria a ser tão importante”, frisa.

Conforme o chefe de Estado, haveremos de voltar a sair, visitar livrarias, ler em público, assinar livros, pedir autógrafos, assistir a lançamentos de obras, escutar os autores, recuperar esse tempo mágico, em que tudo era possível.

“Para já, e neste dia muito especial, eles continuam connosco, continuamos inseparáveis como sempre, desde as primeiras letras, das primeiras histórias, primeiras frases, primeiros versos”, assinala.

E que façamos do livro uma festa e nos conectemos através das páginas, e viajemos todos dessas máquinas do tempo e do sonho. 

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Autoria:Dulcina Mendes,23 abr 2020 15:19

Editado porSara Almeida  em  1 fev 2021 23:20

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