O governante fez essas afirmações em declarações à imprensa, no âmbito do Conselho da Concertação Social, quando questionado sobre os trabalhadores do sector informal.
“ Nós estamos a trabalhar nessas medidas, vão ser anunciadas rapidamente. Tudo é para ontem. Vamos antecipar todos os recursos que tínhamos para utilizar nos próximos três, quatro anos, para utilizarmos agora, para protegermos as famílias”, garantiu.
Nesse sentido, nos próximos dias o governo irá avançar com um pacote de medidas para o sector informal e para acudir aqueles que não estão protegidos pelo sistema de segurança social.
O vice Primeiro-ministro relembra que o poder executivo possui uma equipa que está a trabalhar num cenário macroeconómico e num cenário pós-crise. De acordo com o cenário do governo, informou Olavo Correia, o país enfrentará em 2020 um período de recessão que pode chegar a 4%.
“Nós estávamos a fazer uma trajectória de crescimento económico a ultrapassar 6% ao ano e tínhamos dados muito positivos em relação à nossa economia, mas hoje, isto não conta. O que conta hoje é protegermos a saúde das pessoas, o emprego e o rendimento e criarmos as condições para o futuro. Estamos a falar de uma perda de receitas de mais de 18 milhões de contos...”, declarou.
Dos 18 milhões de contos, uma parte pode ser financiada internamente, entretanto, o governo terá de mobilizar igualmente recursos internacionais.
Nos próximos dias, o país terá de utilizar recursos internos para fazer face a situação de crise.
“Felizmente temos alguma margem para intervirmos e vamos intervir. Ao mesmo tempo, estamos a mobilizar recursos internacionais através dos nossos parceiros, que estão muito disponíveis em ajudar Cabo Verde”, referiu.
Em relação ao reajustamento orçamental, Olavo Correia assegurou que apesar do défice orçamental ser elevado, Cabo Verde tem condições para fazer reajustes.
“Esse défice orçamental é elevado, mas não nos mete medo”, reiterou.