Orçamento rectificativo não vai reduzir despesas sociais

PorSheilla Ribeiro,26 jun 2020 11:48

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva afirmou hoje que o Orçamento Rectificativo (OR) não vai aumentar impostos, cortar salários e rendimentos e que não vai reduzir investimentos e despesas do estado social.

O Chefe do Governo fez esta afirmação durante a abertura da Reunião de Conselho de Concertação Social sobre o Orçamento Rectificativo.

Conforme o governante, mesmo num contexto” extremamente restritivo” em termos económicos e em termos financeiros, o governo vai apresentar um OR que não aumente impostos e que  reforce investimentos na saúde.

“Nós vamos apresentar um OR que não aumente impostos, que não vai cortar os salários, não vai cortar nos rendimentos, e não vai reduzir um investimento e despesas do estado social. Pelo contrário, vamos reforçar investimentos na saúde, na segurança sanitária, na protecção ao emprego, na protecção social e também a protecção às empresas e a protecção ao emprego”, assegurou.

Para Ulisses Correia e Silva trata-se de um equilíbrio “difícil de fazer”, mas, justificou, são opções de política que geram necessidade de financiamentos.

Financiamentos que, segundo disse, têm estado a ser feitos e vão continuar a ser realizados através do aumento da dívida externa, para que nas fases seguintes o país possa encontrar uma solução de alívio da dívida.

Ulisses Correia e Silva anunciou ainda que o governo não se limita às medidas emergenciais, nem às medidas de adaptação.

Conforme garantiu, o executivo vai numa fase seguinte, com o orçamento 2021, colocar em debate uma Agenda Estratégica de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde tendo em conta os novos pressupostos internos e externos de modo a colocar o país na nova normalidade sanitária, económica e social.

“A agenda vai ter por base uma estratégia de alívio da dívida externa cujas duas componentes queremos colocar em evidência tendo em conta que não será do nosso ponto de vista, um mero pedido de perdão de dívida mas é conversão dos recursos da dívida externa em investimentos que possam contribuir para aumentar o nível de sustentabilidade da economia cabo-verdiana, em áreas consideradas de transformação estrutural que irão ser discutidos e debatidos amplamente no com a sociedade cabo-verdiana e com os nossos parceiros”, informou.

A estratégia de alívio da dívida externa terá ainda como segundo elemento, o reforço da capacidade do país de fazer face às situações emergenciais.

Isto porque, segundo o PM, apesar do país já ter um fundo nacional de emergência, o governo pretende que uma parte dos recursos que possam vir do alívio da dívida permitam capitalizar esse fundo para fazer face à situações de emergências diversas.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,26 jun 2020 11:48

Editado porSara Almeida  em  4 jul 2020 23:20

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