COVID-19: Máscaras vão ser obrigatórias em espaços fechados

PorAndre Amaral,24 abr 2020 12:52

O uso alargado de máscaras e de testes em Cabo Verde "faz todo o sentido", disse esta manhã o Director Nacional de Saúde, Artur Correia, antes da declaração do Primeiro-ministro ao país sobre a saída do Estado de Emergência. 50 mil testes ´de despistagem de COVID-19 vão estar disponíveis “nas próximas semanas” em Cabo Verde, informou o Primeiro-ministro.

Na declaração que o Primeiro-ministro fez ao país, durante a manhã de hoje, Ulisses Correia e Silva apontou para um levantamento do Estado de Emergência que acontecerá nas datas estabelecidas – 27 de Abril para as ilhas onde até agora não se registaram quaisquer casos e 2 de Maio para Santiago, São Vicente e Boa Vista.

“Durante o Estado de Emergência é preciso cumprir com rigor e disciplina as medidas de confinamento obrigatório, ficar em casa”, apontou o primeiro-ministro, que frisou ainda que não seria necessário “estar a repetir” esta mensagem, “se todos estivessem a cumprir”.

Além da utilização de máscaras ser recomendada, Ulisses Correia e Silva anunciou que a realização de testes rápidos “vai ser alargada. Cerca de 50.000 testes estarão disponíveis nas próximas semanas”.

“Vão ser reforçadas medidas de precaução em saúde pública relativas à protecção individual, higienização e vigilância sanitária, das quais destaco o uso de máscaras faciais, a organização e a higienização dos espaços de atendimento ao público e a realização de testes rápidos”, esclareceu o Primeiro-ministro, que destacou também a obrigatoriedade de uso de máscaras em espaços interiores fechados de atendimento ao público ou que impliquem contacto com o público. A obrigação é para ser cumprida “por trabalhadores, utentes e clientes”.

Ulisses Correia e Silva anunciou ainda que as empresas que operam em Cabo Verde serão certificadas para produzir máscaras “denominadas sociais ou comunitárias, com incentivos fiscais que tornem os preços acessíveis aos cidadãos. Medidas de acção social serão accionadas para permitir o acesso às máscaras por parte de pessoas mais pobres e vulneráveis inscritas no Cadastro Social Único”.

“Investimentos estão a ser feitos para dotar o país de um bom stock de máscaras cirúrgicas, profissionais e comunitárias para os próximos seis meses”, concluiu o Primeiro-ministro.

Já antes da intervenção do Primeiro-ministro, o Director Nacional de Saúde, Artur Correia, afirmara que a utilização generalizada de máscaras permitirá ao país "estar preparado e aumentar a sua resiliência" depois de ser levantado o Estado de Emergência.

Neste contexto, relativamente ao uso alargado de máscaras, considerando a situação epidemiológica do país e com base nas recomendações da OMS e do Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, Artur Correia explicou que o "uso de máscaras adequadas pode limitar a propagação quando associada a outras medidas preventivas como a higiene das mãos, distanciamento social e confinamento domiciliar" uma vez que ajuda a "diminuir o risco de propagação por vias respiratórias".

Relativamente ao "uso de máscaras não médicas", o Director Nacional de Saúde explicou que estas devem ser "confeccionadas de acordo com as normas nacionais que vão ser emitidas muito breve pela Entidade Reguladora da Saúde, a ERIS".

Estas declarações do Primeiro-Ministro e do Director Nacional de Saúde foram feitas no dia em que foram anunciados seis novos casos de infecção por coronavírus na ilha de Santiago. O total nacional passa, assim, a ser de 88 casos confirmados, uma morte e um doente recuperado.

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Autoria:Andre Amaral,24 abr 2020 12:52

Editado porSara Almeida  em  21 set 2020 23:21

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