Sal: Redução de salário foi decisão “unilateral” da empresa proprietária dos hotéis, esclarece Meliá

PorExpresso das Ilhas,11 nov 2020 9:34

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​A Meliá Hotels International (MHI) reagiu em comunicado às notícias sobre a redução de salário dos funcionários. A empresa clarifica que essa decisão, que está “em desacordo com as leis e regulamentos aplicáveis”, foi tomada unilateralmente pelo The Resort Group, (TRG), empresa proprietária dos hotéis.

Em nota enviada às redacções a MHI esclarece que “é somente a empresa responsável pela gestão hoteleira, contratada pelo TRG para supervisionar e controlar as operações de seus hotéis”, mais concretamente o Meliá Dunas, Sol Dunas, Meliá Tortugas, Meliá Llana, e TUI Sensimar.

Assim, a empresa administra a operação hoteleira dos resorts, actuando “em Cabo Verde há muitos anos” e sempre, conforme destaca, cumprindo com os compromissos e mantendo uma performance que contribui “para a estabilidade dos postos de trabalho hoteleiros e para garantir a boa reputação e dinamização do destino em Cabo Verde”.

A Meliá reconhece os enormes prejuízos para empregadores em todo o mundo, em geral, e em Cabo Verde, em particular, com a suspensão quase total das viagens, mas demarca-se da acção tomada pela TRG. O impacto da pandemia “ não justifica de forma alguma o não cumprimento das normas trabalhistas e dos direitos dos trabalhadores”, sublinha.

“Como gestores hoteleiros, nunca fizemos parte da gestão interna do TRG. A equipe é contratada pelo TRG, o qual decidiu, unilateralmente, reduzir o pagamento dos salários dos empregados, contrariando as leis e regulamentos aplicáveis”, esclarece.

Discordando da decisão, que considera ilegal, a MHI instruiu “o gerente administrativo do hotel em Cabo Verde e outros gerentes a manifestarem sua discordância com esta decisão unilateral adoptada pela TRG”, tendo-se solicitado que não assinem a folha de pagamento.

Na nota, a empresa solicita ainda “formalmente ao TRG que reconsidere esta decisão, revogue-a e adapte seu comportamento à regulamentação legal cabo-verdiana, reparando imediatamente as presentes violações”.

A MHI, que diz estar extremamente preocupada com a situação actual, informa ainda que já conversou com o Governo de Cabo Verde manifestando apoio para que se encontre uma solução viável e favorável para esta situação, ”de modo que os hotéis de Cabo Verde estejam preparados para reiniciar com sucesso suas operações, quando a crise da COVID-19 terminar e assim que os turistas puderem regressar ao seu maravilhoso país”.

A nota de esclarecimento enviada às redacções surge após o protesto dos trabalhadores do Hotel Meliã, em ‘lay off’, no Sal, contra a “decisão unilateral” da administração da empresa pretendia dar 11 mil escudos de salário, em vez dos 35% estabelecidos na lei.

A UNTC-CS veio a público solidarizar-se com os trabalhadores, acusando as autoridades cabo-verdianas de “descaso e abandono total” desses trabalhadores.

Em reacção às declarações da secretária geral da central sindical, a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) deu uma conferência de imprensa, revelando ter dado cinco dias à Dunas Beach Resort S.A., no Sal, para pagar os 35% devidos aos trabalhadores abrangidos pelo regime “lay-off”.

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Autoria:Expresso das Ilhas,11 nov 2020 9:34

Editado porSara Almeida  em  29 nov 2020 7:19

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