Em nota emitida pelo seu porta-voz, em Nova Iorque, António Guterres ressalta que “qualquer desrespeito à vontade do povo, que votou pacificamente nas eleições gerais de 23 de Novembro, é uma violação inaceitável dos princípios democráticos”.
O secretário-geral fez um apelo em favor da restauração imediata e incondicional da ordem constitucional, bem como à libertação de todos os detidos. Entre eles destacou “os responsáveis pelo processo eleitoral, os líderes da oposição e outros atores políticos”.
O alto comissário para os Direitos Humanos disse que pelo menos 18 pessoas foram detidas arbitrariamente na sequência do golpe, entre elas funcionários do governo, magistrados e líderes da oposição. A maioria delas estaria incomunicável.
Volker Turk disse estar profundamente alarmado com os relatos de violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau após a ação, incluindo “prisões e detenções arbitrárias de funcionários do governo e líderes da oposição, bem como ameaças e intimidação contra veículos de comunicação e jornalistas.”
Para o chefe de Direitos Humanos “é essencial que as autoridades militares respeitem as normas e padrões internacionais sobre os princípios fundamentais, inclusive garantindo a libertação imediata e incondicional de todos os indivíduos detidos arbitrariamente.”
A nota menciona ainda o encerramento temporário de várias estações de rádio independentes durante as invasões ilegais às suas instalações.
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