​Trabalhadores dos Correios mantêm pré-aviso e devem mesmo parar

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,19 dez 2018 12:13

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Sem consenso com a administração, os trabalhadores dos Correios de Cabo Verde (CCV) vão mesmo partir para uma greve de 48 horas, a partir desta quinta-feira. Em causa, a redução do subsídio de Natal para este ano.

O presidente do Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes, explica que a administração dos CCV tem sido irredutível na sua posição.

“Nós tivemos uma assembleia com os trabalhadores ontem, aqui na Praia, fizemos o ponto da situação e tendo em conta que a administração da empresa mantém-se irredutível na sua posição, os trabalhadores decidiram, em definitivo, avançar para uma greve. O objectivo é protestar contra a medida da administração em reduzir em 40% o subsídio de Natal, um direito que os trabalhadores vêm usufruindo há mais de 20 anos. Outro objectivo é exigir que a empresa reponha de imediato e integralmente o valor desse subsídio, correspondente a um mês de retribuição”, explica.

O administrador executivo dos Correios de Cabo Verde, Cipriano Carvalho, já disse que a deliberação que reduz o subsídio de Natal, tal como aconteceu em 2017, tem que ver com a situação de tesouraria da empresa. Segundo o responsável, o subsídio não é um direito adquirido, mas sim um incentivo que depende da performance económica e financeira da empresa.

O presidente do SITTHUR reconhece os altos e baixos da empresa, desde 1995, com a cisão que deu origem aos Correios de Cabo Verde e à CV Telecom. Carlos Lopes diz que os Correios acabaram por sofrer com a medida, culpa os diferentes Governos pela situação, mas diz que não aceita a retirada de “direitos adquiridos”.

“Os Correios têm estado, ao longo dos anos, à procura dos novos caminhos. Infelizmente, o Governo tem pecado pela omissão, tem ignorado puro e simplesmente, tem deixado os Correios à margem. De facto, têm havido altos e baixos na sua situação financeira, mas as sucessivas administrações nunca deixaram de pagar aos trabalhadores àquilo que é o direito considerado adquirido. Os trabalhadores estão firmemente decididos a não permitir que os direitos sejam retirados”, diz.

Na base da greve, que decorre nos dias 20 e 21 deste mês, está a redução de 100 para 60% do valor do subsídio de Natal para este ano. A paralisação, de abrangência nacional, abarca os trabalhadores de todas as categorias profissionais.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,19 dez 2018 12:13

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  10 set 2019 23:22

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