Lenta expansão da COVID-19 no país "não é nenhum milagre, é trabalho que está a ser feito"

PorAndre Amaral,11 mai 2020 18:46

Director Nacional de Saúde, Artur Correia, fez na tarde desta segunda-feira, o balanço da semana epidemiológica no país. "De semana a semana há um aumento não muito gritante e nós estamos a trabalhar no sentido de mitigar e evitar que haja aumentos bruscos para não por em causa o funcionamento do sistema de saúde". Quanto ao período pós-Estado de emergência, este responsável diz que compete às pessoas e ao Estado continuar a mitigação da doença.

Neste momento, o país regista um total de 260 casos confirmados, 58 casos recuperados e dois óbitos.

Fazendo uma análise à taxa de ataque da epidemia "durante este período de 18 de Março até agora", Artur Correia anunciou que esta taxa de Cabo Verde "é de 0,4 por cada mil habitantes", um valor baixo se comparado com outros países e regiões. "Portugal, por exemplo, é de 2,7 por mil. Espanha é 5,7 por mil. Em Wuhan, na China, é de 6 por mil e nos EUA é de 4,2 por mil. No Senegal é de 0,1 por mil", demonstrou Artur Correia.

Dando dados mais específicos sobre o estado da evolução da COVID-19, Artur Correia disse que "a taxa de ataque, na Praia, é de 1 por mil".

A taxa de ataque é, explicou ainda o Director Nacional de Saúde, o coeficiente ou taxa de incidência de uma determinada doença para um grupo de pessoas expostas ao mesmo risco limitadas a uma área bem definida.

Quanto ao concelho da Praia, os bairros de Achada Santo António e Vila Nova continuam a ser aqueles onde se registam mais casos. No entanto, em relação à última apresentação de dados feita pelo Director Nacional de Saúde juntam-se àqueles dois bairros, o bairro da Achada Grande Frente e o Hospital da Trindade.

Esta infraestrutura de saúde tem actualmente 40 pessoas infectadas, como anunciou hoje, o PCA do Hospital Agostinho Neto. Artur Correia escusou-se a comentar este valor dizendo apenas que "quatro dos 14 de hoje são da Trindade e são casos de dia 8, 9 e 10".

Com o Estado de Emergência a terminar [às 24h00 de quinta-feira] Artur Correia, questionado sobre qual a sua posição perante a continua expansão da doença na capital disse que "não dou nenhuma opinião sobre isso neste forum", mas "como sempre dissemos o Estado de Emergência não erradica, não elimina a COVID-19".

"Neste momento só temos duas ilhas com transmissão activa e a Boa Vista há duas semanas que não tem casos. O Estado de Emergência contribuiu para que os casos não se alastrassem a todas as ilhas do país e com certeza que isso iria acontecer e iria por em causa o nosso Serviço Nacional de Saúde e não temos assistido a uma avalanche de casos nas estruturas de saúde", reforçou.

Para Artur Correia a lenta expansão da COVID-19 a nível nacional "não é nenhum milagre, é trabalho que está a ser feito e que está a dar resultados".

Quanto ao período pós-Estado de Emergência, o Director Nacional de Saúde, defende que "se todas as medidas que foram preconizadas forem cumpridas pelos cidadãos e o Estado zelar para que essas medidas sejam cumpridas, nós estaremos a continuar a mitigação do impacto negativo que, com certeza, a COVID-19 tem e vai continuar a ter até conseguirmos, a nível mundial, que essa pandemia seja debelada".

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Autoria:Andre Amaral,11 mai 2020 18:46

Editado porSara Almeida  em  11 ago 2020 23:21

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