Transportes marítimos : Uma semana depois do regresso, 3 mil passageiros transportados

PorAndre Amaral,23 mai 2020 9:33

A reactivação das linhas de transporte marítimo inter-ilhas foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governo para dar início à recuperação económica pós pandemia da COVID-19. Mas, ao fim de uma semana de trabalho, terá valido a pena?

“Estando já sete ilhas fora do estado de emergência e considerando a sua situação epidemiológica face à COVID-19, o Governo decidiu autorizar, a partir do dia 11 de Maio, a retoma das ligações marítimas inter-ilhas para o transporte de passageiros, com excepção das que têm origem ou destino em Santiago e em Boa Vista”, disse o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, numa declaração feita ao país no passado dia 8.

Quanto às ligações marítimas com destino e origem em Santiago e Boa Vista a retoma será feita quando for levantado o Estado de Emergência e “de acordo com a sua situação epidemiológica”, explicou Ulisses Correia e Silva.

Os dados fornecidos pela Cabo Verde Inter-ilhas ao Expresso das Ilhas são apenas relativos ao número de passageiros transportados entre as ilhas em que é possível realizar ligações marítimas deixando, por isso, Santiago e Boa Vista de fora por ainda registarem casos activos da doença.

Levantado o Estado de Emergência na maioria das ilhas de Cabo Verde – Santiago é a excepção e Boa Vista ainda tem casos activos da doença – as ligações marítimas inter-ilhas foram retomadas.

Segundo os números divulgados pela concessionária deste serviço, ao todo, nesta primeira semana de trabalho foram transportados 3.970 passageiros desde o passado dia 13 de Maio.

A linha mais concorrida, naturalmente, foi a ligação entre São Vicente e Santo Antão que, nesta primeira semana, transportou entre aquelas duas ilhas mais de 3.000 pessoas. 3.038 para ser exacto.

A partir deste número, pode concluir-se que a ausência de Santiago das rotas de ligação entre as ilhas estará a condicionar o desempenho deste serviço. Se não, veja-se: o navio Praia d’Aguada, entre Brava e Fogo, transportou no dia 13 de Maio, seis passageiros e, na viagem de regresso à ilha de Eugénio Tavares, foram 9 as pessoas transportadas.

Ao todo, desde o reinício das operações, o Praia d’Aguada transportou menos de 100 passageiros entre Maio, Santiago, Fogo, Brava, São Vicente e São Nicolau, o mesmo acontecendo com o Liberdadi que entre 13 e 15 de Maio fez o transporte de apenas 21 passageiros entre as ilhas do Fogo e Brava.

Como já foi referido, a linha de maior sucesso liga São Vicente e Santo Antão com o Chiquinho BL a ser responsável pelo transporte de 3.038 passageiros entre as duas ilhas.

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Retoma com máscaras obrigatórias e menos lotação

No passado dia 8 de Maio, o governo anunciou um conjunto de medidas de protecção sanitária para o reinício do transporte marítimo de passageiros entre as ilhas que já saíram do estado de emergência.

Entre as medidas está a obrigatoriedade do plano de controlo sanitário em todos os navios e portos, controlo da lotação e permanência de passageiros nas gares marítimas, além da utilização obrigatória de máscara pelos passageiros e tripulantes.

Paulo Veiga, ministro da Economia Marítima, anunciou que a partir de agora a “lotação das embarcações vai ser diminuída, dependendo da embarcação podemos reduzir entre 30 a 50% da sua capacidade. A embarcação que fará a linha São Vicente - Santo Antão (Chiquinho) terá capacidade de pelo menos 200 pessoas, e na linha São Vicente/São Nicolau/Sal (Inter-ilhas), no mínimo, à volta de 150 pessoas”, referiu o governante.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 964 de 20 de Maio de 2020. 

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Autoria:Andre Amaral,23 mai 2020 9:33

Editado porSheilla Ribeiro  em  25 mai 2020 15:19

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