Coronavírus: O dia em revista

PorDulcina Mendes,15 jul 2020 19:07

Em Cabo Verde já foram realizados mais de 35 mil testes rápidos, com destaque para a Praia, Tarrafal de Santiago, Santa Cruz, Ribeira Grande Santo Antão, Porto Novo, São Domingos, São Vicente, Sal, Ribeira Brava São Nicolau, Boa Vista e no Maio.

Esses dados foram avançados hoje, pelo Director Nacional de Saúde, Artur Correia, na habitual conferência de imprensa sobre a COVID-19, no país. Hoje, o país teve um total de 58 casos confirmados, dos quais 15 na Praia, um em Santa Catarina, cinco em Santa Cruz, um em São Vicente, 23 no Sal e 12 na Ribeira Brava São Nicolau.

Artur Correia explicou que esses dados são de vários dias, e que estão no processo de recuperação dos dados. Neste sentido, da ilha do Sal que tinha mais de 800, neste momento só tem 67  em atraso.

O país tem neste momento 923 doentes activos, e 892 recuperações. Hoje mais 42 doentes tiveram alta, dos quais um em Santo Antão, 14 no Sal, 25 na Praia, dois em Santa Cruz.

Foi registado hoje mais 11 casos suspeitos, sendo seis em Santa Catarina de Santiago, quatro em Tarrafal de Santiago e um no Sal.

Quanto aos doentes internados a nível hospitalar, há hoje 15 doentes, dos quais três inspiram mais cuidados. Desses doentes que inspiram mais cuidados, dois está no Hospital do Sal e um no Hospital Santa Rita Vieira, Santa Catarina.

No Hospital Agostinho Neto há oito doentes internados, sendo dois que estão a ser ventilados. O caso suspeito que ontem estava em estado crítico ventilado hoje já está confirmado que a pessoa está com COVID-19.

Hoje foram retomadas as ligações aéreas e marítimas entre as ilhas, que estavam suspensas por mais de três meses devido à pandemia da COVID-19. Essas ligações, conforme o director dos Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV), Luís Quinta foram retomadas com uma série de medidas e “precauções redobradas” de controlo sanitário.

Também hoje, a presidente do  Conselho Directivo do Instituto Nacional de Providência Social (INPS), Orlanda Ferreira chamou a comunicação social para anunciar que já pagou 641.222.045 escudos em subsídios, no âmbito das medidas excepcionais de Protecção Social.

Destes mais de 641 milhões de escudos, 561.993.235 destinaram-se para a Suspensão de Contrato de trabalho; 35.769.000 ao Subsídio Desemprego; 40.410.000 ao Rendimento Solidário e 3.051.810 destinaram-se ao Subsídio de isolamento Profiláctico.


COVID-19 no mundo

A conselheira de Saúde do governo regional do País Basco anunciou hoje que o uso de máscaras passa a ser obrigatório a partir da meia-noite na via pública e em espaços fechados de uso público, independentemente da distância social.

O Reino Unido registou mais 85 mortes e mais 538 casos de infecção por COVID-19 relativamente a terça-feira, de acordo com o Ministério da Saúde britânico.

Segundo dados do Ministério da Saúde espanhol, Espanha registou um forte aumento, para 390, de casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, depois de na terça-feira já ter tido um crescimento assinalável.

O relatório divulgado hoje com a actualização da situação epidemiológica actualizou o total de pessoas infectadas desde o início da pandemia para 257.494, dos quais 390 diagnosticados no último dia, o maior aumento desde o fim do estado de emergência, há quase um mês.

A pandemia da COVID-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infectou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (136.466) e mais casos de infecção confirmados (mais de 3,43 milhões).

Seguem-se Brasil (74.133 mortos, mais de 1,92 milhões de casos), Reino Unido (45.053 mortos, quase 292 mil casos), México (36.327 mortos, mais de 311 mil casos), Itália (34.984 mortos e mais de 243 mil casos), França (30.007 mortos, cerca de 209 mil casos) e Espanha (28.413 mortos, mais de 257 mil casos).

Já no continente africano, número de mortes devido à COVID-19 subiu nesta quarta-feira (15) para 13.797, mais 341 nas últimas 24 horas, em quase 626 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

A África Austral regista o maior número de casos (308.921) e regista 4.551 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais infectados e mais mortos em todo o continente, com 298.292 casos e 4.346 vítimas mortais.

O Norte de África lidera no número de mortes (5.527), tendo 128.075 infecções.

A África Ocidental conta 1.613 mortos em 99.115 infectados, a África Oriental regista 1.269 vítimas mortais e 48.587 casos, enquanto na África Central há 837 mortos e 41.004 infecções.

Depois da África do Sul, o Egipto é o segundo país com mais vítimas mortais, tendo passado hoje as quatro mil (4.008) e 83.930 casos de infecção, seguindo-se a Argélia, com 1.021 mortos e 19.733 infectados.

Entre os cinco países mais afectados, está também a Nigéria, com 754 mortos e 33.616 infectados, e o Sudão, com 657 mortes e 10.316 casos.

Em relação aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções e mortes, com 1.842 casos e 26 vítimas mortais.

Moçambique conta 1.330 infectados e nove mortos. São Tomé e Príncipe contabiliza 736 casos e 14 mortos e Angola tem 576 casos, dos quais 27 óbitos e 124 recuperados.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias 3.071 casos e 51 mortos, segundo o África CDC.

O primeiro caso de COVID-19 em África surgiu no Egipto em 14 de Fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

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Autoria:Dulcina Mendes,15 jul 2020 19:07

Editado porAndre Amaral  em  4 ago 2020 23:21

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