COVID-19: Estudo aponta para baixa imunidade ao vírus

PorAndre Amaral,29 jul 2020 13:44

Estudo de prevalência serológica diz que do total dos inquiridos, num universo de 5000 a 6500 pessoas, apenas 0,4% apresentaram contacto com o SARS-CoV-2 causador da COVID-19.

O estudo, realizado pelo INSP e pelo INE, foi apresentado hoje no Palácio do Governo.

Segundo os dados apresentados pela presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, Maria da Luz Lima, foram inquiridos entre 5000 a 6500 indivíduos residentes em Cabo Verde e com idades compreendidas entre os 10 e 80 anos e destes, apenas "21 pessoas (0,4%) testaram positivo para o teste rápido para detecção de anticorpos".

Outro dado destacado pelo estudo é que a prevalência do vírus, entre as pessoas que acusaram positivo no teste rápido é superior nas mulheres do que nos homens. "Dos casos positivos: 86% são do sexo feminino, correspondendo a uma incidência cumulativa de 0,6% na população feminina" já entre os os homens "esse indicador é de 0,1%".

Segundo explicou a presidente do INSP a "maioria da população cabo-verdiana é seronegativa para a infecção pelo SARS- COV-2 (prevalência de 0,4%). Isso pode significar que ainda há muita população susceptível, podendo acontecer outras epidemias associadas ao novo coronavírus num futuro curto".

Para explicar esta susceptibilidade, Maria da Luz Lima, baseando-se nas conclusões do estudo, defende que "factores sociais e comportamentais assim como a falta de rigor na aplicação das mediadas preventivas por parte da população têm contribuído para o desenvolvimento desta pandemia em Cabo Verde".

Outro dado que pode explicar a prevalência e a disseminação da doença está no facto de existir uma franja da população que, ainda que minoritária (2,8%), reconheceu que não cumpriu regras de distanciamento social. Já a utilização de máscaras, aponta o estudo, foi amplamente aceite. Ainda assim, a maioria das pessoas (70,3%) reconheceu que utilizou equipamentos deste género que não são certificados e apenas 29,4% disse ter usado máscaras certificadas pelos serviços públicos.

De destacar igualmente que, do total de inquiridos, seis pessoas referiram "ter tido um diagnóstico prévio de COVID-19" e dessas "todas referiram sentimento de baixa autoestima associado com o diagnóstico e nenhum referiu sentir vergonha por ter testado positivo".

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Autoria:Andre Amaral,29 jul 2020 13:44

Editado porSara Almeida  em  6 ago 2020 21:19

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