Segundo um comunicado da PJ, a operação foi realizada em simulâneo nas localidades de Santa Maria, Murdeira e Espargos.
Durante a deligência 14 homens com idades compreendidas entre os 17 e os 79 anos, de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica.
Dez dos detidos ficaram em prisão preventiva, decretada pelo Tribunal Judicial da Comarca do Sal, após primeiro interrogatório judicial realizado entre quarta e sexta-feira.
Segundo a PJ, os suspeitos são indiciados pela prática continuada de crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores.
A investigação, conduzida pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas (BICCP) do Departamento de Investigação Criminal do Sal, teve início em Julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes sexuais envolvendo crianças.
De acordo com a polícia científica, as diligências permitiram localizar os suspeitos e identificar possíveis vítimas da rede criminosa.
A PJ refere ainda que algumas das vítimas têm menos de 14 anos e que os abusos terão ocorrido desde 2023 até à data da operação, em diferentes localidades da ilha do Sal.
A operação incluiu o cumprimento de mandados de detenção fora de flagrante delito, buscas domiciliárias, revistas e apreensões, promovidos pela Procuradoria da República da Comarca do Sal e emitidos pelo Tribunal Judicial da Comarca do Sal.
Durante as buscas realizadas a quatro dos suspeitos, foram apreendidos diversos objectos considerados relevantes para a investigação.
A PJ contou com o apoio da Polícia Nacional, através do Comando Regional do Sal, que participou em algumas das detenções efectuadas durante a operação.
Além dos dez arguidos colocados em prisão preventiva, os restantes quatro ficaram sujeitos a medidas de coacção como apresentação periódica às autoridades, interdição de saída do país, obrigação de permanência na ilha do Sal e proibição de contacto com as vítimas.
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