A governante falava à margem do Atelier de Validação Técnica do Relatório de Avaliação do Programa Nacional de Investimento Agrícola e Segurança Alimentar (PNIASAN) 2015-2025.
“Se houver necessidade é claro que estaremos a pôr em marcha um programa de mitigação dos efeitos das alterações climáticas, que terá impacto na resposta à seca ou não. Vamos ter um programa muito mais integrado, que prevê não só colmatar o défice, sobretudo no que diz respeito ao abeberamento e à alimentação dos animais, mas também programas que devolvam rendimento às famílias em situação de vulnerabilidade”, garante.
Eveline Ramos lembra que Cabo Verde é altamente vulnerável às mudanças climáticas, pelo que o país tem de estar preparado para diferentes cenários.
“A nossa condição climática sempre nos coloca em situações extremas. Podemos ter chuvas abundantes, mas também podemos ter situações de seca. Então, nós temos que nos preparar para esses cenários, tanto de chuvas abundantes, criando medidas de mitigação para fazer face às situações de inundações, mas também temos que nos preparar para o cenário de seca, com medidas também de mitigação para acolher as famílias, sobretudo as famílias rurais.”
A par dos efeitos das alterações climáticas, a ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas afirma que a falta de mão de obra pode reduzir a área cultivada, devido à saída dos jovens do sector agrícola.
“Esse é um problema que temos constatado, não é só na agricultura, mas é a todos os níveis. Mesmo na construção, temo-nos deparado com esta situação de falta de mão de obra. É um problema estrutural do país, neste momento, com a saída dos jovens. Sabemos que isso vai ter implicação na área cultivada, vai com certeza haver uma diminuição, mas trabalharemos para que nos próximos anos tenhamos colocado a centralidade no sector da juventude, para ver se conseguimos atrair os jovens também para o sector primário”, afirma.
Sobre a primeira fase do PNIASAN, a ministra considera que os investimentos feitos entre 2015 e 2025 ajudaram a reduzir a pobreza, reforçar a segurança alimentar e desenvolver o sector agrícola.
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