Segundo o ministro, Cabo Verde possui talentos e capacidades ainda por explorar e o reforço da cooperação com Portugal poderá ajudar a transformar esse potencial em oportunidades económicas.
“Cabo Verde é um país cheio de potencial. Nós já demonstrámos isso no desporto, na cultura, e temos vários outros talentos em diferentes áreas que ainda não estão explorados. Com o apoio do Governo de Portugal, poderemos tirar proveito desse talento e fazer com que ele se traduza numa oportunidade de inclusão produtiva para os cabo-verdianos”, afirma.
António Baptista sublinha que o principal desafio passa por garantir um crescimento económico mais inclusivo, capaz de beneficiar os diferentes setores da sociedade cabo-verdiana.
“Com esse reforço da cooperação, que Portugal sempre demonstrou disponibilidade para concretizar e o Governo de Cabo Verde sempre demonstrou abertura para acolher, acreditamos que juntos podemos alcançar grandes realizações e garantir um Cabo Verde para todos, em que todos os sectores económicos tenham oportunidade de contribuir para a prosperidade dos cabo-verdianos e promover um crescimento inclusivo que permita a tão desejada diversificação da nossa economia”, sublinha.
Por sua vez, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Ana Isabel Xavier, realça que Portugal vai manter o apoio a Cabo Verde na mobilização de recursos financeiros.
“Quero aqui reiterar, de forma inequívoca, a total disponibilidade do Governo de Portugal para continuar a colaborar com as autoridades cabo-verdianas, desde logo através do nosso Banco Português de Fomento, mas também apoiando e complementando a mobilização de outras fontes de financiamento internacionais para projetos empresariais em setores-chave, quer ao nível da União Europeia, quer através de instituições financeiras regionais e internacionais”, realça.
Ana Isabel Xavier afirma que Cabo Verde ocupa uma posição prioritária na política externa portuguesa e sublinha que a relação entre os dois países “é sustentada por uma forte ligação histórica, cooperação em áreas como educação e economia, e por laços de confiança entre os povos”.
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