Governo mobiliza mais de um milhão de contos para apoio aos agricultores

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,14 dez 2017 11:53

Ulisses Correia e Silva
Ulisses Correia e Silva

O governo já mobilizou 1,1 milhões de contos para o financiamento do programa de mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola, garantiu hoje o Primeiro-Ministro.

A informação foi avançada, no parlamento, por Ulisses Correia e Silva, depois de, no debate do Orçamento de Estado para 2018, ter anunciado que o executivo estava a fazer os esforços para mobilizar a verba junto de parceiros internacionais.

“Hoje, estou aqui para anunciar ao país que conseguimos”, diz.

De acordo com o chefe do Governo, o montante foi conseguido junto de parceiros como a União Europeia (EU), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Luxemburgo, Espanha e os Estados Unidos da América (EUA).

“Quero agradecer aos nossos parceiros de desenvolvimento pela resposta rápida à solicitação do governo. É um gesto de solidariedade para com o momento de dificuldade que os agricultores, criadores de animais e centenas de famílias rurais vivem. É um gesto de confiança acrescida em Cabo Verde”, realça.

O chefe do governo considera que, este ano, o país vive uma situação “bastante atípica”, dentro da realidade climática do país.

Por isso, Ulisses Correia e Silva reafirma que, para além do Programa de Mitigação dos Efeitos da Seca e do Mau Ano Agrícola, que já está em execução, o executivo colocou o foco no reforço da resiliência do país face a choques decorrentes de eventos naturais extremos.

O objectivo, de acordo com o primeiro-ministro, passa pela consolidação de quatro pilares essenciais da resiliência: a governação das crises e dos riscos de desastres, o sistema de monitorização e de alerta precoce, a redução das vulnerabilidades das comunidades e o reforço da capacidade de resposta às crises e desastres.

“Em 2018 aprovaremos um consistente programa de resiliência que estará associado a mecanismos que permitem accionar financiamentos de forma ágil para acudir situações excepcionais e extraordinárias que possam ocorrer a nível de catástrofes naturais ou de estados de emergência provocados por seca pronunciada, furacões ou erupção vulcânica”, garante.

O Governo quer preparar o país para ser mais resiliente e para adaptar os métodos, técnicas e práticas de produção agrícola, de uso da água e de criação de gado às condições do país.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,14 dez 2017 11:53

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 set 2018 3:22

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