No final do encontro, em conferência de imprensa, Jorge Carlos Fonseca disse que o país deve estar preparado para a falta de água e encontrar formas de reutilização de águas residuais que permitam minorar os efeitos da falta de chuva no país.
Para o Presidente da República, o debate “proporcionou uma reflexão” que foi “além do plano de emergência” estabelecido pelo governo para fazer face ao mau ano agrícola. “O plano está a ser executado, talvez possa haver ainda maior agilidade e rapidez na execução de algumas das suas componentes, mas a lição que se quis tirar é que não devemos ter uma atitude permanente de, face a este tipo de acontecimentos estarmos a criar sucessivos planos de emergência, isto é, ver a seca não como uma emergência mas como um facto natural num país como Cabo Verde”, adiantou Jorge Carlos Fonseca que revelou ainda que “naturalmente que não há satisfação plena em relação àquilo que se fez” neste programa emergencial e que durante a reunião foram feitas “recomendações para se acelerar e aprimorar determinado tipo de medidas nomeadamente em relação às medidas de criação de emprego”.
Outro tema que esteve em discussão durante o Conselho da República foi o da segurança interna.
Jorge Carlos Fonseca, questionado sobre os recentes casos de desaparecimento de crianças na cidade da Praia, revelou que não houve "respostas de pormenores".
"Percebi que estando em curso investigações feitas por uma equipa constituída pelo Ministério Público e envolvendo outras entidades (…) o Conselho da República mostrou-se preocupado e considera graves os acontecimentos e fez apelo à mobilização de todas as capacidades e todos os meios para que se encontrem respostas. Quaisquer que elas sejam", apontou.