1,2 milhões de contos para melhorar serviços de água e saneamento em Santo Antão

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,10 set 2019 7:57

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Gilberto Silva
Gilberto Silva

​Santo Antão vai receber nos próximos três anos investimentos nos domínios de água e saneamento orçamento em cerca de 1,2 milhões de contos, anunciou segunda-feira o ministro da Agricultura e Ambiente.

Gilberto Silva falava no Porto Novo na abertura do atelier de lançamento da primeira fase do projecto de água e saneamento de Santo Antão, no âmbito do qual os municípios do Porto Novo, Paul e Ribeira Grande vão poder receber, até 2022, investimentos “estruturantes”.

No Porto Novo, município que no entender de Gilberto Silva enfrenta uma situação “bem mais preocupante” a nível do saneamento, o projecto abarca a “reestruturação profunda” de todo sistema de saneamento, através da ampliação da rede de esgotos em cerca de 12 quilómetros.

Além disso, Porto Novo será contemplado com uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR), mais de 300 ligações domiciliárias e 200 fossas sépticas em áreas rurais.

No domínio de água, Porto Novo será beneficiado com 25 quilómetros de tubagem, um reservatório de 300 metros cúbicos e 3.500 ligações domiciliárias, além de outros investimentos.

Quanto ao município da Ribeira Grande, o ministro da Agricultura e Ambiente informou que vão ser reabilitados três reservatórios, feitas três mil ligações domiciliárias e instalados nove sistemas de melhoria de qualidade de água.

No Paul, além da duas mil ligações domiciliárias vai ser igualmente reabilitado o edifício dos Serviços Autónomos de Água Saneamento (SAS).

Ao conhecer os planos de investimento, o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), Orlando Delgado, lamentou o facto de o projecto de água e saneamento da ilha “deixar de fora situações emergenciais” nesses dois domínios, que clamam por uma solução.

Orlando Delgado, recorda que “ficou de fora”, por exemplo, a lixeira intermunicipal, já considerada “uma das situações mais difíceis” no saneamento em Santo Antão e “um atentado ambiental”.

“Nós não estamos contentes, porque ficaram de fora situações emergenciais que se vêm arrastando e que padecem de uma solução”, avançou o presidente da AMSA.

O projecto, co-financiado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (Badea), em dez milhões de dólares, e pelo Governo de Cabo Verde, em dois milhões de dólares, consiste também no apoio institucional aos serviços autónomos de água e saneamento dos três municípios, aquisição de camiões limpa fossas e transporte de água potável.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,10 set 2019 7:57

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  7 dez 2019 23:21

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