Oposição e situação com entendimentos diferentes em relação ao OE para 2020

PorSheilla Ribeiro,28 nov 2019 17:46

Os partidos da oposição e da situação têm visão diferentes em relação ao Orçamento de Estado (OE) para 2020 que está em debate nesta segunda sessão plenária de Novembro.

Do lado da oposição, o PAICV critica o documento que considera ser baseado na continuação de “promessas falsas” e UCID diz-se “angustiada” porque o orçamento para 2020 não cumpre os compromissos do Governo. Já o MpD, partido que sustenta o Governo, afirma que o OE’2020 estabelece as dotações necessárias para financiar políticas que visam desenvolver o país.

Numa das suas intervenções feitas esta quinta-feira, 28, no parlamento o líder da bancada parlamentar do PAICV, Rui Semedo, afirmou que este é o orçamento da despedida de um Governo “que prometeu muito e fez pouco”, confiante que as promessas convertidas em compromissos eram “suficientes para uma governação bem-sucedida”.

Por isso, apontou que numa” análise atenta”, OE proposto para 2020 mostra que o Executivo continua em campanha e “as promessas, refogadas”, dos anos anteriores, “continuam a ser vendidas” como novas e frescas, envoltas em outras embalagens para confundir e ludibriar os cabo-verdianos.

“O Governo tem uma oportunidade ímpar de pedir desculpas ao país e dizer que errou nas contas, avaliou mal as responsabilidades e os desafios de governação deste país e que não conseguiu dar a tal felicidade, abundantemente, prometida na campanha eleitoral”, referiu.

Por seu turno, o líder da UCID mostrou-se “angustiado” porque, segundo ele, o Orçamento do Estado para 2020 não cumpre os compromissos do Governo de criar 45 mil postos de trabalho e do crescimento médio do PIB em 7%.

O deputado da UCID acusou ainda o Governo de ter falhado “redondamente” no que tange à referida promessa feita aos jovens em relação ao emprego, e que além vem aumentar o desequilíbrio entre as ilhas.

“Estamos perante um orçamento que agudiza ainda mais as desproporções entre as ilhas”, lamentou António Monteiro, exemplificando que com o citado orçamento “a ilha como a Brava vai receber 203 mil contos”.

Para o líder dos democratas cristãos, a proposta de orçamento do governo “discrimina as ilhas, particularmente as que têm menor capacidade”.

Já o MpD, que sustenta o governo, avançou, através do líder de bancada parlamentar, Rui Figueiredo, que 2020 será o ano da “consolidação das reformas” em curso, com novas oportunidades para as famílias e para os jovens, sem perder de vista os “grandiosos desafios” inerentes à Nação, bem como a resiliência perante as mudanças climáticas que assolam o Cabo Verde.

Segundo Rui Figueiredo, este orçamento “sustenta os níveis de crescimento económico” que o país tem experimentado nos últimos anos, que, nesta linha, “vem garantir” ao arquipélago um “quadro macroeconómico de estabilidade”, com todas as garantias aos investidores nacionais e estrangeiros.

No seu entender, as prioridades deste Governo para o OE de 2020 passam por “diversificar a economia”, criando novas oportunidades e emprego digno, actuar para melhorar, de forma substancial, o ambiente de negócios e o clima de investimentos, dotar o país de infra-estruturas inteligentes, nomeadamente em matéria de conectividade, transportes aéreos e marítimos, sector energético, entre outros.

A proposta do Orçamento de Estado para 2020 vai ser votada esta sexta-feira, 29 de Novembro.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,28 nov 2019 17:46

Editado porSara Almeida  em  6 dez 2019 9:19

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