PAICV defende a massificação dos testes à COVID-19

PorSheilla Ribeiro,16 abr 2020 17:40

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A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) defendeu hoje a massificação dos testes da COVID-19, com prioridade nas ilhas com casos confirmados. Janira Hopffer Almada advogou ainda que o Chefe do governo deve criar formas de articulação com os partidos políticos com representação parlamentar e partilhar informações sobre a situação epidemiológica do país.

Em conferência de imprensa na cidade da Praia para abordar a declaração do Presidente da República sobre o Estado de Emergência e os acontecimentos na Boa Vista, Janira Hopffer Almada defendeu que o governo deve implementar, “com carácter de urgência”, medidas de política que possam levar a uma maior protecção da sociedade e dos cidadãos.

“E reforçar a luta na prevenção, quer dizer que nós temos de poder massificar os testes no país. Se o governo já assumiu que Cabo Verde tem cerca de 20 mil testes, é importante que de facto haja massificação dos testes nas ilhas já com casos confirmados, para que em se confirmado, e esperamos todos que não se confirmem esses casos, mas em se confirmando  sejam dotadas as medidas necessárias para evitar a propagação. É essa a perspectiva que nós defendemos”, sustentou.

A presidente do maior partido da oposição argumentou que é preciso reforçar a capacidade de resposta do país, em matéria de equipamentos exigidos para um combate rigoroso e seguro à COVID-19 conforme as recomendações das autoridades sanitárias nacionais e da OMS.

Para Janira Hopffer Almada é “importante” promover a colaboração política entre todos os actores políticos e reforçar a mobilização da sociedade e dos cidadãos.

“Defendemos, por isso, que o Chefe do governo, deve criar formas de articulação com os partidos políticos com representação parlamentar e partilhar informações sobre a situação epidemiológica do país, a evolução da situação. Só deste modo a participação política dos principais actores políticos será efectiva e responderá ao espírito de cooperação e entendimento tão necessários neste momento de crise”, defendeu.

Na ocasião a presidente do PAICV apelou ao Primeiro-ministro para  que actue em consequência à referência que fez sobre o facto dos trabalhadores de Karamboa “serem instigados” a fazerem manifestações.

“Se há dados, ele deve promover as denúncias e pedir a responsabilização. Porque não se pode ter conhecimento de actos de instigação num contexto destes, e o Chefe do governo não actuar em consequência. Eu apelo ao Primeiro-ministro que actue em consequência à afirmação que fez, que assaque as responsabilidades, as pessoas, uma vez que ele disse, deverá ter provas que terão promovido ou incitado a essas manifestações, ou pronunciamentos”, frisou.

Por outro lado, prosseguiu, o momento exige de todos o foco e a responsabilidade para detectar os erros na perspectiva de corrigi-los, sobretudo, para que não voltem a ser cometidos.

“Porque este é o segundo erro grave desde a inclusão da doença no país que é cometido. Considerando que estão em causa vidas humanas, não podemos estar a falhar mais ou errar mais. É claro que aqui há várias questões que podem ser colocadas e que poderiam ter sido colocadas ao Primeiro-ministro, os trabalhadores que ficaram cerca de 25 dias neste espaço confinado, foram acompanhados de modo apropriado pelas autoridades? Tinham de facto devida protecção individual, segundo as recomendações das autoridades nacionais e da OMS? estou a falar da protecção com máscaras, luvas, desinfectantes”, questionou.

No que se refere ao estado de emergência, Janira Hopffer Almada falou na necessidade de tornar as medidas anunciadas uma realidade, em melhorar algumas delas e garantir a execução de outras medidas.

Como exemplo citou o Programa de apoio às famílias carenciadas, como uma das medidas a serem melhoradas.

“Nós temos uma situação ainda de uma faixa da população cabo-verdiana, apesar da luta que foi feita e dos ganhos reconhecidos, estar na pobreza. Isso quer dizer que poderão ter dificuldades no acesso a alimentos, isto quer dizer que esse apoio do Estado, neste momento, sobretudo quando diz respeito a alimentos, nós estamos a falar da sobrevivência, não combina com atrasos na implementação”, alegou.

Prosseguindo, afirmou que “é fundamental” que sejam garantidos os empregos e os rendimentos das famílias, e que, portanto, as medidas destinadas às empresas também têm de registar maior eficácia na sua implementação alegando que as consequências da ineficácia ou de uma implementação tardia, resultará em impacto nos empregos e nos rendimentos das famílias.

“Por outro lado, o estado de emergência também deve servir para que cada um de nós assumamos o nosso papel. Isto falando claramente das Câmaras Municipais. Fazendo o uso das competências que têm, mas usando também os recursos que têm advenientes das taxas e impostos municipais que cobra, advenientes do fundo de financiamento municipal e de recursos que recebe do estado. Porque cada um desempenhando a sua função e o seu papel, naturalmente que as condições e as probabilidades de vencermos essa luta serão muito maiores”, discorreu.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,16 abr 2020 17:40

Editado porSara Almeida  em  12 jul 2020 23:20

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