Carlos Veiga confiante na vitória nas comunidades emigradas

PorSara Almeida,23 set 2021 17:01

Apresentação da candidatura de Carlos Veiga em Boston
Apresentação da candidatura de Carlos Veiga em Boston

O candidato presidencial Carlos Veiga antevê “um resultado muito bom” junto da diáspora. A convicção surge após o périplo que realizou recentemente por vários países da Europa, Senegal e Estados Unidos, e assenta no bom acolhimento recebido e engajamento do apoio à sua candidatura.

“Em todas essas cidades e esses países, tivemos muito bom acolhimento por parte da comunidade, que se mostrou muito disponível para apoiar a minha candidatura”, disse, salientando também que “as equipas estão bem engajas” na campanha da sua candidatura, dando-lhe “uma confiança muito forte” de que terá um resultado muito positivo, nas comunidades, nas próximas eleições presidenciais.

Durante a viagem, que terminou ontem, o candidato visitou, na Europa, Portugal, Espanha, França, Holanda e Luxemburgo. Carlos Veiga esteve também a comunidade cabo-verdiana em Dakar (Senegal), de onde seguiu para os Estados Unidos. Aí, percorreu durante quatro dias as “principais cidades onde se encontra a comunidade cabo-verdiana.

Em conferência de imprensa de balanço desse périplo, realizada hoje, Carlos Veiga disse estar satisfeito com a visita e “muito grato” às pessoas que a organizaram, “quer a partir daqui, quer em cada um dos países visitados”.

O candidato às eleições de 17 de Outubro voltou a destacar a importância das comunidades emigradas para Cabo Verde, manifestando o seu orgulho em “ter participado no processo que atribuiu aos cabo-verdianos” emigrados o direito de voto.

Conforme relembra, este direito não era, na altura, algo comum a nível mundial, sendo Cabo Verde um dos primeiro países “a dar aos cabo-verdianos não residentes o direito de votar nas eleições presidenciais”.

“É uma linha de actuação que tem a ver com a nossa condição de país que tem a maior parte da sua população fora das suas ilhas, fora do seu próprio território, e acredito que essa é a linha em que nós temos de continuar: reforçar cada vez mais a integração política das nossas comunidades, a sua integração social, a sua integração cultural e a sua integração económica, na dinâmica das nossas próprias ilhas”, defendeu.

O apelo é também de união, aproximando também ilhas e comunidades emigradas, uma vez que, acredita Carlos Veiga, só trabalhando em conjunto poderemos ultrapassar “as graves dificuldades que a covid veio criar ao país e lançarmos o país no rumo do desenvolvimento”.

Uma mensagem que, diz ter comprovado na viagem, está a passar.

“Poderemos ver isso agora nas eleições presidenciais”.

Repartições do Estado violam Constituição

Nos seus encontros com as comunidades, houve duas grandes preocupações que recorrentemente lhe foram transmitidas. A primeira é o “atendimento dos nossos serviços públicos aos emigrantes”.

Embora, como tenha referido aos emigrantes, o problema seja geral -“não é só com os nossos emigrantes” -, Carlos Veiga diz compreender a frustração de estar de férias, ir às repartições e não conseguir resolver os seus problemas.

“É a dificuldade que existe na relação do cidadão com os nosso serviços do Estado, que não estão, neste aspecto, a cumprir a Constituição. A Constituição obriga os serviços a responderem expressamente às solicitações dos cidadãos e isso não tem acontecido. Pelo contrário, cria-se uma barreira de silêncio que acaba por prejudicar a própria relação entre esses serviços e os cidadãos”, critica.

As alfândegas são o serviço mais visado pelos emigrantes, que reclamam de não conseguirem fazer o despacho em tempo útil, regressando muitas vezes sem tal conseguir.

A outra grande preocupação das comunidades é a dificuldade de ligação aérea com Cabo Verde.

“A paralisação da TACV está a ser sentida profundamente nas comunidades e é necessário, na realidade, que se retomem os voos da Cabo Verde Airlines para que essa ligação aérea se torne mais fácil”, aponta.

Outras preocupações, que afectam menos directamente os emigrantes, têm a ver com a segurança, sobretudo na Praia, e com o funcionamento da Justiça. ´

“Com as redes sociais e com a internet a distância já não é relevante e as pessoas conhecem muito bem o que se passa em Cabo Verde. Todas essas questões me foram levantadas e eu tive a oportunidade de dar as respostas devidas”, refere.

O candidato aproveitou a viagem também para reforçar o apelo ao voto, como forma de poder “ter uma voz” em Cabo Verde, país ao qual as comunidades estão sentimentalmente muito ligadas e com o qual se preocupam.

“Tenho feito um apelo muito veemente ao voto, ao voto em consciência, o voto na estabilidade, o voto na união, o voto naquilo que faça com que trabalhemos juntos, comunidade e residentes no país, para levarmos Cabo Verde para a frente”, destacou.

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Autoria:Sara Almeida,23 set 2021 17:01

Editado porAndre Amaral  em  6 dez 2021 23:20

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