PAICV critica remodelação governamental por ausência de paridade

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,25 mar 2025 14:11

O grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) manifestou-se hoje “indignada e constrangida” com a recente remodelação governamental, afirmando que o novo elenco “discrimina as mulheres e não é paritário”.

A crítica foi feita pela deputada Paula Moeda, em conferência de imprensa realizada hoje para balanço da jornada preparatória da segunda sessão plenária prevista para 26 a 28 deste mês, que terá na agenda o debate com o primeiro-ministro sobre políticas públicas para a mulher cabo-verdiana.

"Neste momento estamos indignados, constrangidos perante a última remodelação governamental em que o primeiro-ministro apresenta à sociedade um Governo não paritário em que claramente as mulheres foram discriminadas”, disse.

A deputada fez uma análise da situação actual da mulher cabo-verdiana, apesar dos avanços alcançados ao longo dos anos, e constatou “uma baixa participação feminina na política”, o que evidencia, como disse, a necessidade de continuar a promover a igualdade de género e a inclusão das mulheres nos espaços de decisão.

Lamentou a “falta de oportunidades” para mulheres “com potencial”, e a falta de paridade na recente remodelação governamental, considerando um retrocesso após os avanços alcançados em governos anteriores.

Entretanto, explicou que a lei da paridade, em vigor desde 2019, necessita de uma “revisão urgente”, principalmente no artigo 4.º que trata da representação paritária.

Para Paula Moeda, a situação actual da mulher cabo-verdiana “é triste” e continua “infelizmente sendo a cara da pobreza, a da vulnerabilidade”.

A deputada questionou onde estão as creches e jardins de infância prometidos pelo Estado, destacando a necessidade de investir mais na infância para beneficiar a vida familiar e proporcionar às mulheres o tempo necessário para seu empoderamento.

Em relação a proposta de revisão do Código Eleitoral, disse que esta é a quinta modificação sendo que já havia sido discutida anteriormente, tendo o seu partido apresentado várias propostas.

“ (….) Sabemos que é algo muito importante e de grande responsabilidade porque também revoga algumas disposições do Código Eleitoral e também mexe com e vai, portanto, alterar automaticamente o estatuto dos municípios”, apontou.

Ao ser questionada sobre a Lei da Violência Baseada no Género disse que a mesma “teve ganhos e retrocessos” e que neste momento “requer ajustes e alterações para recuperar os avanços e ir muito além”.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,25 mar 2025 14:11

Editado porAndre Amaral  em  27 mar 2025 5:20

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