“O MpD não conseguiu atingir nem o objectivo de vencer eleições, nem o objectivo de continuar a governar Cabo Verde e seguir em frente”, afirmou.
Perante o desfecho das legislativas, anunciou que irá formalizar a sua saída da presidência do partido.
“Eu não vou colocar o meu lugar à disposição. Eu vou pedir a demissão, enquanto presidente do MpD, para que, em convenção do partido, se possa escolher um novo presidente, os novos órgãos, os novos dirigentes e fazer o MpD entrar numa nova fase”, declarou.
Ulisses Correia e Silva considerou que o partido deve preparar uma renovação interna, defendendo a continuidade da força política apesar da derrota.
“As pessoas passam, as instituições continuam…o MpD deve permanecer um partido forte”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, confirmou que pretende afastar-se definitivamente da política activa, após décadas em cargos públicos já que esteve 10 anos como primeiro-ministro, sete anos na presidência da Câmara Municipal da Praia e as funções exercidas enquanto deputado, ministro e secretário de Estado.
“Já é tempo de ir para outra vida e deixar a política para aqueles que têm agora que fazer também o percurso”, pontuou.
O ainda presidente do MpD apelou igualmente à tranquilidade e à aceitação dos resultados eleitorais e defendeu a necessidade de reduzir a crispação política no país.
“O povo escolhe, a gente respeita e a vida continua. Não há drama relativamente a questões eleitorais”, afirmou.
Ulisses Correia e Silva reconheceu também que o partido terá de fazer uma avaliação interna aos resultados, sobretudo em ilhas como São Vicente e Sal, cujos desfechos admitiu não estava a espera.
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