“Queremos que a avaliação seja uma ferramenta para melhorar e não simplesmente para classificar. O Ministério já está a trabalhar na desburocratização do actual modelo de avaliação e pretende reconceptualizar a avaliação para deixar de ser avaliação da aprendizagem para passar a ser avaliação para a aprendizagem. É uma mudança de paradigma de fundo. Vamos apostar numa nova visão para as nossas escolas”, discursou, durante a abertura do debate.
O governo, prosseguiu, não quer se limitar a reparar aquilo que está degradado.
“Queremos transformar a escola, queremos transformar a educação cabo-verdiana. Defendemos uma nova concepção da escola, uma escola como verdadeiro centro educativo, assim como está na lei de bases do sistema educativo, capaz de formar cidadãos que sejam capazes de questionar e que se preocupam com as respostas para resolver os problemas que se enfrentam na vida quotidiana”, disse.
Para o governante, a escola não pode continuar separada da realidade e do mundo do trabalho.
“Queremos uma escola que prepara para a universidade, mas também uma escola que prepara para a profissão, uma escola que prepara para a ciência, para a inovação, para o empreendedorismo, para a cidadania e, sobretudo, para a vida. O Governo assumiu a educação como prioridade absoluta. Mas uma prioridade não se demonstra apenas com as palavras. Demonstra-se com recursos, com decisões, com reformas e demonstra-se com presenças no terreno”, garantiu.
É por isso que, argumentou, nestes primeiros meses, o executivo deslocou-se pelas ilhas e municípios, ouviu professores, dialogou com as estruturas educativas. O ministro ressaltou que o Governo quer estar mais próximo das escolas para acompanhar o seu dia-a-dia.
Arnaldo Brito assumiu a responsabilidade de transformar a Educação e garantiu que quer trabalhar para se ter melhores escolas.
“Essa é a nossa responsabilidade, essa é a nossa obrigação, essa é a nossa visão para a educação em Cabo Verde”.
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