​PAICV quer que Centro Comum de Vistos retome atendimento presencial em São Vicente

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,21 abr 2022 15:05

O PAICV pede ao Centro Comum de Vistos (CCV) que retome as deslocações periódicas a São Vicente, como acontecia anteriormente. Em causa, o custo “exagerado” das deslocações à cidade da Praia, para tratar de vistos, para além de, neste momento, a marcação ser possível apenas para depois de Setembro, denunciaram hoje os deputados do partido.

Em conferência de imprensa proferida, hoje, na sua sede no Mindelo, os deputados do maior partido da oposição, pela voz de João do Carmo, disseram que as críticas são generalizadas, e lembram que a situação afecta toda a região Norte do país.

“O custo de pedido de um visto para esta população é extremamente exagerado. Neste momento a marcação de uma entrevista ou para recolha de dados só para depois de Setembro deste ano. Isso é extremamente grave para as pessoas desta região do país que pretendem viajar. Entendemos que isso é até anticonstitucional. Há muita gente que está quase em desespero, querendo viajar por inúmeras razões, e não podem sequer viajar para a Praia para terem uma marcação de entrevista”, aponta.

João do Carmo refere que a solução não está directamente nas mãos do Governo, mas entende que o executivo pode, através do diálogo e das relações diplomáticas com a União Europeia, sentar com o CCV e resolver o problema.

João do Carmo critica preço praticado pela TACV para São Vicente

Outra questão tratada na conferência de imprensa tem que ver com o preço das passagens aéreas na TACV – Cabo verde Airlines na rota para São Vicente, quando comparado com as outras ilhas.

“A verdade é que é uma companhia que tem um preço para a Praia, tem um preço para a ilha do Sal e o preço para a ilha de São Vicente é bem superior. Não se compreende porque estamos a falar de três aeroportos internacionais e com o mesmo tempo de voo. Entendemos sim o porquê de tanta procura para a ilha de São Vicente, contudo a solução é aumentar a oferta de voos ao invés de aumentar o preço das passagens”, entende.

Na mesma comunicação, o deputado do PAICV criticou o facto de o complexo habitacional da Portelinha continuar fechado depois de ser entregue ao Governo.

“Nós não entendemos a atitude do Governo em relação a esta matéria. Não se entende, vários meses após a inauguração, o Governo desculpar-se com o processo de escolha e selecção dos beneficiários. Eles tinham o recenseamento dos moradores das casas de tambor dessa região e tiveram todo o tempo para fazer a selecção”, considera.

O PAICV diz que vai continuar a acompanhar o processo até o final, no sentido de verificar a transparência na distribuição dos apartamentos.

A República Popular da China entregou, a 19 de Janeiro, o complexo habitacional da Portelinha ao Governo.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,21 abr 2022 15:05

Editado porA Redacção  em  28 set 2022 23:28

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