​Ulisses Correia e Silva pede atitude pró-business

Abertura da FIC 2019
Abertura da FIC 2019(Inforpress)

O Primeiro-ministro considera que as oportunidades de investimento existem e pede aos empresários para apostarem numa atitude mais pró-activa e empreendedora. Ulisses Correia e Silva, que discursava ao final da tarde desta quarta-feira, na cerimónia de abertura da XXIII edição da Feira de Internacional de Cabo Verde (FIC), realçou que o país é previsível e oferece condições básicas para um bom ambiente de negócios.

O chefe do Governo cita como exemplo a segurança jurídica, a protecção de investimentos, a liberdade económica, baixos riscos relacionados com a corrupção, regulação económica, financeira e fiscal credíveis e condições complementares como incentivos fiscais e financeiros competitivos. Por isso, pede uma atitude mais pró-business.

“Existem cada vez mais oportunidades, melhores condições estão e continuarão a serem criadas, temos que continuar a apostar essencialmente numa atitude mais pro-business, mais proactiva e mais empreendedor, não ter medo de investir, de falhar de continuar e ser perseverante face aos obstáculos, que existem em qualquer parte do mundo”, afirma.

O Governo considera o sector privado determinante para o crescimento económico e emprego. Neste sentido, Correia e Silva entende que o seu executivo tem sido consequente nas políticas e nas medidas.

“Em primeiro lugar, na relação de estado-parceiro com as organizações empresariais e as empresas, a delegação de competências as Câmaras de Comércio e de Turismo que foram concretizadas é um exemplo (...) uma demonstração muito clara de apostas e parcerias firmes, e do Estado que se liberta para poder criar condições para que o privado se possa desenvolver”, aponta.

O presidente da Câmara de Comércio de Barlavento diz que ao longo das 23 edições, a FIC consolidou-se, cresceu e afirmou-se como um momento, evento e local incontornável para a promoção dos negócios em Cabo Verde e o desenvolvimento do sector privado nacional.

A presença das empresas nacionais é cada vez maior, representando actualmente a maior parte dos expositores.

Belarmino Lucas recorda que o evento regista uma crescente internacionalização, sendo que ano após ano é procurado por um número crescente de empresas estrangeiras.

“E à conta desse sucesso, a FIC necessita permanentemente de se reinventar, de ser capaz de responder às exigências e crescente responsabilidade que esse sucesso e o seu crescimento lhe impõe. Todos os anos são várias as empresas que ficam de fora, quer nas edições em São Vicente, quer na cidade da Praia. As infraestruturas da FIC precisam, por isso, de crescer, de se modernizar e de estar à altura do prestígio que a feira já adquiriu”, assegura.

Em 2021, quando regressar a Mindelo – a edição de 2020 será na Praia – a FIC já deverá ter lugar em novas instalações, previstas para o Parque Industrial do Lazareto. Para o actual espaço está previsto um hotel do grupo Sheraton.

A 23ª edição da FIC arrancou ontem no Mindelo, sob o lema “Cabo Verde, uma economia de circulação no Atlântico médio”.

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Autoria:Lourdes Fortes, Fretson Rocha, Rádio Morabeza,14 nov 2019 9:11

Editado porSara Almeida  em  5 dez 2019 23:21

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