Dívida pública de Cabo Verde foi de 120% do PIB no terceiro trimestre

PorExpresso das Ilhas, Lusa,26 dez 2019 16:08

A dívida pública de Cabo Verde foi de 120% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano, valor superior em dois pontos percentuais relativamente ao mesmo período do ano passado, segundo dados revelados hoje pelo Governo.

De acordo com o Boletim Estatístico da Dívida Pública divulgado pelo Governo, de julho a setembro, o ‘stock’ da dívida pública foi de 120% do PIB, correspondendo a um saldo orçamental de 237 milhões de escudos.

No terceiro trimestre, a dívida pública cabo-verdiana aumentou em dois pontos percentuais, relativamente ao mesmo período do ano passado, que foi de 118%, resultando num saldo de 218 milhões de escudos.

Esses dois valores são, entretanto, inferiores ao terceiro trimestre de 2017, em que a dívida pública foi de 123,8% do PIB, com um saldo de 214,7 milhões de escudos.

No terceiro trimestre, a dívida pública externa foi de 71,6% do PIB, enquanto a interna foi de 28,4%.

De Julho a Setembro, o Governo cabo-verdiano informou que desembolsou 10,1% do PIB para pagamento da dívida externa, valor superior em 2,4 pontos percentuais, com comparação com o mesmo período do ano passado (7,7%).

Segundo dados do Banco de Cabo Verde, em 2018 a dívida pública foi de 124% do PIB, sendo 90,5% externa e 33,5% interna.

Em Novembro, em mais uma missão de revisão das políticas macroeconómicas de Cabo Verde, o Grupo de Apoio Orçamental (GAO) considerou que, apesar da dívida pública em relação ao PIB estar numa trajectória descendente (127% em 2017 e 124% em 2018), o risco de sobre-endividamento externo permanece alto.

Para os parceiros, a redução da dívida pública e o risco de sobre-endividamento requerem um aumento das receitas e uma contenção do aumento dos gastos públicos, salvaguardando as despesas sociais.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, reconheceu na altura que a dívida pública cabo-verdiana é elevada, mas garantiu que a filosofia do Governo é passar a financiar o desenvolvimento do país com base na mobilização de recursos internos.

Neste sentido, deu conta que o quadro fiscal foi melhorado de forma substancial, permitindo que em 2016 as receitas fiscais representassem 19% do PIB e hoje é de 22,5% do PIB, sendo que o objectivo é fazer mais reformas para aumentar as receitas internas nos próximos.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,26 dez 2019 16:08

Editado porSara Almeida  em  17 fev 2020 23:21

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