Crédito da banca à economia chegou aos 115 Milhões de escudos em 2019

PorExpresso das Ilhas, Lusa,5 mai 2020 7:46

O crédito dos bancos à economia aumentou quase 4% em 2019, batendo um novo recorde ao ultrapassar os 1.040 milhões de euros, segundo dados do banco central compilados pela Lusa.

Segundo um relatório recente do Banco de Cabo Verde, o crédito às empresas públicas não financeiras aumentou de 2018 para 2019 para 5.607 milhões de escudos (50,6 milhões de euros), um crescimento de 4,2%, contrastando com o crescimento de 25,5% no ano anterior.

Já o crédito ao sector privado renovou máximos, chegando aos 109.644 milhões de escudos (989,7 milhões de euros), um aumento de 3,9% em 2019, superior ao crescimento de 1,9% em 2018, igualmente face ao ano anterior.

O banco central explica esta evolução com “a tendência do crédito a empresas privadas e a particulares, sobretudo, para financiamento de existências, fundo de maneio e investimentos, no caso das empresas” cabo-verdianas. Para os particulares, o impulso do crédito deveu-se essencialmente ao “financiamento da construção e aquisição de habitação”.

“Entretanto, os bancos agravaram, ligeiramente, a restritividade dos contratos de crédito à habitação e ao consumo de particulares e aumentaram a taxa média de juros aplicada nos empréstimos com maturidade de sete a 30 dias e de 181 dias a um ano, respectivamente, em 3,5 e 2,5 pontos percentuais, o que se traduziu no aumento da taxa média de juros dos empréstimos de 10,25 para 10,34%”, observa o relatório do Banco de Cabo Verde.

Globalmente, o crédito à economia cabo-verdiana cresceu 3,9% em 2019, atingindo os 115.252 milhões de escudos (1.040 milhões de euros), depois de já ter crescido 1,9% em 2018.

A este total soma-se o crédito directamente ao Governo central, que chegou no final de 2019 aos 38.828 milhões de escudos (350,7 milhões de euros), aumentando 4,2% no espaço de um ano, mas abaixo dos 10,6% contabilizados em 2018.

A Lusa noticiou anteriormente que os bancos que operam em Cabo Verde apresentaram, globalmente, lucros superiores a 5,8 milhões de euros em 2018, uma quebra de 39,2% face ao ano anterior e com 12,2% do crédito total concedido em situação de vencido.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira de 2018 do Banco Central de Cabo Verde, que tem a responsabilidade de supervisão de 11 bancos (com autorização de funcionamento genérica e restrita), o volume total de depósitos de clientes aumentou 4,3% face ao ano anterior, chegando aos 208,4 mil milhões de escudos (1.897 milhões de euros).

Na demonstração de resultados, os bancos que operam em Cabo Verde viram a margem financeira subir, globalmente, 16,5%, em 2018, para 7.364 milhões de escudos (67 milhões de euros), e os lucros (após impostos) caírem para 644 milhões de escudos (5,8 milhões de euros), também face a 2017.

O relatório aponta ainda uma melhoria nos indicadores de qualidade de crédito em 2018, que “resultou do efeito conjugado de uma redução mais expressiva dos 'stocks' de crédito com imparidade e em incumprimento”, em 1.400 milhões de escudos (12,7 milhões de euros) e 600 milhões de escudos (5,4 milhões de euros), respectivamente.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,5 mai 2020 7:46

Editado porSara Almeida  em  6 jul 2020 23:20

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