PAIGC exige marcação das eleições

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,7 dez 2018 15:37

Domingos Simões Pereira
Domingos Simões Pereira

​O Presidente do PAIGC exige que o Presidente da República marque a data das eleições na Guiné-Bissau. Domingos Simões Pereira adverte para a péssima imagem de Guiné Bissau aos olhos da comunidade internacional, em decorrência daquilo que considera ser a “visível sabotagem para impedir que sejam realizadas as eleições”.

A posição do presidente do PAIGC está expressa num vídeo publicado na sua página, no YouTube.

“Está na hora de deixarmos de lado toda a distracção e exigirmos ao Presidente da República que marque as eleições e permita ao povo guineense escolher os seus legítimos representantes. Na democracia é assim. Em 2014 votámos e escolhemos uma nova assembleia, Quatro anos depois, está na hora de renovar os órgãos”, afirma Simões Pereira.

As legislativas na Guiné-Bissau estavam marcadas para 18 de Novembro, mas dificuldades técnicas e financeiras levaram a atrasos no início do recenseamento, que acabou por ter de ser prolongado para além da data prevista para a realização das eleições. O Presidente guineense, José Mário Vaz, anunciou que só marcará a nova data das legislativas após o recenseamento estar completo.

Esta quinta-feira, o Ministério Público (MP) da Guiné-Bissau suspendeu o recenseamento eleitoral no país por alegadas irregularidades no processo.

Domingos Simões Pereira denuncia o que classifica de manobras de distracção para evitar que as eleições sejam realizadas.

“São formas de distracção, numa tentativa de derrubar o governo, de colocar em causa o método de recenseamento. Os atrasos verificados não só na embaixada, mas nas próprias bases eleitorais em Bissau, interferências de partidos políticos, ameaças de abandonar o governo, ameaças de agressão a membros do governo e particularmente à ministra que está à frente daquele ministério e agora, mas recentemente, ouvimos tentativas de colocar em causa os técnicos da GTAPE e o próprio funcionamento de alguns órgãos da soberania. São tentativas de tirar os guineenses do sério e distraí-los daquilo que é mais importante”, alerta.

Em Agosto de 2015, o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, saído das eleições de Fevereiro de 2014, devido à sequência de tensões e divergências entre os dois responsáveis políticos sobre a forma de governar o país.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,7 dez 2018 15:37

Editado pormaria Fortes  em  27 ago 2019 23:22

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