PM nomeado por José Mário Vaz condena reconhecimento de Cabo Verde a governo de Aristides Gomes

PorExpresso das Ilhas,8 nov 2019 9:17

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau recentemente nomeado por José Mário Vaz, Faustino Imbali, condenou posicionamento de Cabo Verde que se alinhou com a CEDEAO e outros países da Comunidade Internacional no reconhecimento o governo liderado por Aristides Gomes.

Num artigo publicado num jornal da Guiné-Bissau, e republicado no Facebook, Faustino Imbali "exprime a sua reprovação à estranha atitude do Ministro dos Negócios Estrangeiros, das Comunidades e da Defesa Nacional de Cabo Verde, Dr. Luís Filipe Tavares, que tende claramente posicionar-se a favor do anterior Governo, liderado pelo Dr. Aristides Gomes, demonstrando desconhecedor da diplomacia, de que é MINISTRO em Cabo Verde". 

Para o governo de Imbali, as declarações de Luís Filipe Tavares são "inaceitáveis", "face à sua evidente interferência nos assuntos internos de um Estado Soberano".

Assim, o Governo de Faustino Imbali repudiou e condena aquilo que apelida de "atitude pré-concebida do neocolonialista e fascista ministro em relação a África e sobretudo com a Guiné-Bissau", insulta o primeiro-ministro, não eleito, que foi nomeado pelo presidente José Mário Vaz e que a comunidade internacional não reconhece.

Em contraponto Imbali louva a posição de Jorge Santos, presidente da Assembleia Nacional, "que teve uma postura de um homem do estado. Preferindo apelar às partes a um diálogo, com vista a resolução do impasse, dentro do quadro constitucional existente, não através de terceiros, como a CEDEAO, União Africana muito menos a CPLP e a União Europeia".

A Guiné-Bissau enfrenta, desde final de Outubro, uma nova crise política quando o presidente José Mário Vaz destituiu o governo liderado por Aristides Gomes e nomeou um novo executivo liderado por Faustino Imbali. Esta nomeação de um novo executivo não foi reconhecida pela comunidade internacional tendo a CEDEAO avisado que os membros deste novo governo deviam abandonar os cargos para que foram nomeados no prazo de 48 horas (que terminam hoje) sob penas de sofrerem "pesadas sanções".

Aristides Gomes e os membros do seu governo recusaram abandonar funções e continuam a trabalhar, tendo o país, neste momento, dois governos em funções.

Ontem, segundo a Lusa, a segurança junto ao Palácio do Governo da Guiné-Bissau foi reforçada a pedido de Aristides Gomes. "A segurança foi reforçada no Palácio do Governo", confirmou uma fonte à Lusa, adiantando que o Governo de Aristides Gomes está a "controlar os ministérios para evitar eventuais distúrbios".

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de Março, que continua em funções. O governo de Cabo Verde “alinha perfeitamente com a comunidade internacional” e reconhece o executivo de Aristides Gomes como o legítimo da Guiné-Bissau.

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Autoria:Expresso das Ilhas,8 nov 2019 9:17

Editado porSara Almeida  em  18 nov 2019 7:19

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