EMPROFAC garante reposição de medicamentos em falta até à próxima semana

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,3 jul 2019 16:36

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A Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (EMPROFAC) garante a reposição total dos medicamentos em falta no mercado até ao início da próxima semana. A empresa explica a incapacidade de acesso a alguns medicamentos com "perturbações no normal abastecimento do mercado".

A garantia foi dada hoje, à Rádio Morabeza, pelo presidente do conselho de administração da EMPROFAC.

De acordo com o responsável, a ruptura de alguns medicamentos para doentes crónicos deve-se à indisponibilidade no principal mercado fornecedor.

“Dificuldades de matéria-prima no fabrico de alguns tipos de medicamentos, principalmente na Índia e na China, que são os tradicionais fabricadores de medicamentos, fizeram com que os nossos fornecedores em Portugal - 94% dos medicamentos que recebemos são do mercado português - fossem atingidos e originou que o INFARMED em Portugal, devido a insuficiência no mercado, proibisse a exportação de alguns tipos de medicamentos. Essa proibição foi derivada do facto do mercado português também estar com problemas de escassez”, esclarece.

Gil Évora afirma que EMPROFAC espera regularizar a situação até ao início da próxima semana, com recurso a outros mercados.

“Sabemos que existe, neste momento, alguma ruptura de alguns medicamentos mas estamos a contar até, no máximo, o início da próxima semana, ter toda a situação regularizada”, garante.

“Fomos obrigados a recorrer a outros mercados e recorrer a outros mercados implica termos de estar sempre em contacto com a entidade reguladora, porque esses medicamentos que estão a vir de outros mercados não têm o folheto informativo em língua portuguesa, que é obrigatório no mercado cabo-verdiano, mas estamos em contacto com a ERIS (Entidade Reguladora da Saúde) no sentido de que assim que estes medicamentos cheguem, nos deixarem introduzi-los no mercado, mesmo com o folheto informativo em outra língua, que prometemos que rapidamente faremos a sua tradução”, acrescenta.

Também hoje, em comunicado, a mesma EMPROFAC reagiu ao que chamou de “inquietudes de que vem tomando conhecimento, pelas mais diversas vias, relativamente a indisponibilidades de medicamentos”.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,3 jul 2019 16:36

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  18 nov 2019 23:21

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