Segundo o Presidente do SIACSA, Gilberto Lima, com esta manifestação do dia 3, contabilizam-se quatro manifestações no Mindelo, três na cidade da Praia e uma greve nacional dos vigilantes pelos mesmos motivos. Como motivos, o sindicalista apontou, entre outros, a degradação do poder da compra ao longo dos anos, sem a reposição da mesma, e a cultura do medo.
“ A calamidade laboral dos vigilantes das empresas de segurança privada vem desde 2004 a esta parte e até hoje o Governo não mandou publicar o Preço Indicativo de Referência (PIR) como se acordou, para que a nova tabela salarial possa entrar em vigor em Janeiro de 2020”, prosseguiu Gilberto Lima, acrescentando que o PIR tinha um prazo de 15 dias a partir de 11 de Novembro para publicação.
O sindicalista apontou ainda despedimentos forçados e abusivos em todo o país, principalmente nas ilhas do Sal e São Vicente; não cumprimento dos acordos e das leis, designadamente a equiparação salarial dos bombeiros municipais e o seu devido enquadramento. Nesta linha, denunciou ainda a morosidade dos tribunais sobre os processos de trabalho, lembrando os funcionários da Câmara de São Lourenço dos Órgãos, cujo processo se encontra no Supremo Tribunal de Justiça “há mais de dois anos”.
“Estamos mal e é preciso mudar esse estado de coisas. Não poderemos estar constantemente a ver as manifestações dos trabalhadores, sem solucionar os problemas. É preciso acelerar os processos e evitar manifestações e greves”, afirmou.
Desta forma, o líder do SIACSA diz aguardar que em 2020 haja “mais justiça, mais emprego, menos situação de abuso, menos despedimento, menos medo, melhor salário e melhores condições de vida e de salário”.