Embaixada em Pequim garante que cabo-verdianos "estão bem e comunicáveis"

PorNuno Andrade Ferreira,29 jan 2020 17:31

​A Embaixada de Cabo Verde na China mantém contacto permanente com os estudantes cabo-verdianos naquele país asiático, afectado pelo surto de um novo tipo de coronavírus. De acordo com a embaixadora Tânia Romualdo, os estudantes “estão bem” e confinados aos campus universitários.

A Embaixada em Pequim tem acompanhado a evolução da situação e mantém vias abertas com os cerca de 350 cidadãos nacionais que frequentam instituições de ensino superior em território chinês. Segundo a responsável pela missão diplomática, os cabo-verdianos “estão comunicáveis” e a ser monitorizados pelas autoridades sanitárias.

“Estão em contacto quer com a embaixada, quer com familiares", explica Tânia Romualdo ao Expresso das Ilhas.

"Temos um grupo [no WeChat, uma popular aplicação de mensagens] com quase todos os estudantes e temos um grupo criado agora recentemente, especificamente para os que se encontram em Wuhan, porque estão no epicentro. Para além disso, temos feito contactos telefónicos um pouco aleatórios, tentando cobrir as várias regiões afectadas”, acrescenta.

Em Wuhan, local onde começou o surto de coronavírus, estudam 16 cabo-verdianos, mas só 13 estão na cidade no centro da China. A sua situação é particularmente sensível, devido à quarentena decretada há uma semana, mas os cuidados estendem-se a todos os estudantes, em várias outras universidades, espalhadas pelo imenso território do país.

"Em caso de necessidade de saída do espaço da residência universitária, têm que utilizar a máscara, convém utilizarem luvas. Saem, fazem as compras necessárias, regressam e fazem a desinfecção das mãos. São as medidas que têm sido divulgadas pelas autoridades locais, mas também pela própria Organização Mundial de Saúde”, esclarece a embaixadora.

Só na China, mais de 5.000 pessoas já foram diagnosticas com o novo coronavírus. Há 132 mortos confirmados. A expectativa é que o número aumente significativamente nos próximos dias, uma vez que o surto coincide com o Ano Novo Chinês, a mais importante época festiva nacional, que origina a movimentação de milhões de pessoas entre cidades e províncias.

A chefe da missão diplomática na capital chinesa, Tânia Romualdo, assinala a capacidade de resposta das autoridades.

"A resposta tem sido, de facto, de uma rapidez e de uma eficiência que não se vê com muita frequência”, observa.

Este novo tipo de coronavírus é semelhante à pneumonia atípica que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Os sintomas são mais intensos do que aqueles registados numa gripe, com dores no corpo, mal-estar, dificuldades respiratórias e febre.

A doença pode ser transmitida durante o período de incubação, que pode prolongar-se por algumas horas ou até duas semanas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, garantiu hoje, em conferência de imprensa, que o governo está a acompanhar a situação, tanto em Wuhan como noutras cidades chinesas. De momento está descartada a possibilidade de uma evacuação dos estudantes cabo-verdianos, porque a mesma contrariaria “as directivas das autoridades da República Popular da China e da OMS”.

Em sentido contrário, vários países começaram o repatriamento de cidadãos. O governo japonês fretou um avião para transportar 216 pessoas com destino a Tóquio. Um outro aparelho, com pessoal diplomático dos Estados Unidos e outros norte-americanos, também saiu da cidade da província de Hubei.

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Autoria:Nuno Andrade Ferreira,29 jan 2020 17:31

Editado porSara Almeida  em  7 abr 2020 23:20

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