Universitários da ilha do Fogo pedem suspensão das propinas com efeitos a partir de Março

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,20 mai 2020 15:33

A recém-criada Associação dos Estudantes Universitários da ilha do Fogo, na Praia, está a propor às universidades e ao próprio Ministério da Educação a suspensão das propinas com efeito a partir do mês de Março.

Em declarações à Inforpress, o porta-voz da Associação, Flávio Monteiro, adiantou que esta seria uma forma de aliviar os alunos, sobretudo, os não bolseiros que perante a situação provocada pela pandemia de COVID-19, se viram privados dos apoios dos pais e encarregados de educação.

“A situação como sabemos afectou o trabalho e o rendimento dos pais e encarregados de educação e então ficou difícil continuar com os apoios que disponibilizavam aos seus educandos. Neste momento muitos alunos estão a passar por dificuldades em termos de garantia de alimentação e alojamento porque estão sem recursos”, disse.

A par disso adiantou que muitos alunos deixaram de também pagar as propinas, que eram obrigados a pagar mesmo estando em quarentena.

“Por isso nós estamos a apelar às universidades e ao Ministério da Educação se podiam nos ajudar. A propina mínima é de 9.000 escudos, então acaba por ser um encargo grande para os alunos, sobretudo, os que não são bolseiros da Ficase e têm ainda que arcar com alimentação, pagamento de rendas, água e luz”, disse.

“De momento a nossa proposta é para a redução ou mesmo eliminação da cobrança de propina de Março até ao final do ano lectivo, ou então que nos ajudem de outra forma com a propina e alimentação”, realçou.

Flávio Monteiro adiantou que Associação tem feito várias campanhas solidárias, em várias frentes, tendo já conseguido algumas ajudas, nomeadamente das Câmaras Municipais do Fogo, que disponibilizaram apoios monetários.

Hoje cerca 300 alunos, entre os quais 20 de outras ilhas como São Vicente, Boa Vista, Brava vão receber cestas básicas e máscaras da Associação dos Chineses em Cabo Verde, conseguidos através da Juventude do PAICV (JPAI).

“De momento nós estamos a tentar agregar mais fundos para ajudarmos mais estudantes que estão a passar por dificuldades e que continuam impedidos de regressar à sua ilha natal”, realçou Flávio Monteiro, adiantando que a Associação tinha enviado uma carta à Ficase que também ajudou um grupo de alunos com o montante de cinco mil escudos.

“Neste momento de dificuldade qualquer ajuda é bem-vinda”, enalteceu.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,20 mai 2020 15:33

Editado porSara Almeida  em  24 mai 2020 23:20

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