92% dos cabo-verdianos considera medidas de prevenção à propagação da COVID-19 apropriadas

PorSheilla Ribeiro,26 mai 2020 18:53

92% dos cabo-verdianos considera apropriadas ou totalmente apropriadas as medidas de prevenção à propagação da COVID-19 adoptadas pelo Governo. Os dados são de um estudo realizado no mês de Maio, pela Afrosondagem.

Conforme o estudo, os santiaguenses “são praticamente” unânimes em considerarem as medidas do governo como sendo apropriadas com 94% de resposta favorável, seguidos pelos sanvicentinos com 91% de resposta. Por outro lado, entre os boavistenses esta proporção baixa para 80% e passa para 88% entre os salenses.

No que respeita à capacidade de resposta dos serviços de saúde para limitar a propagação da pandemia, cerca de 79% dos inquiridos mostram-se confiantes ou muito confiantes na capacidade demonstrada por esta instituição, ao contrário de 18% que expressaram opinião contrária, ou seja, estão pouco confiantes (15%) ou nada confiantes (3%).

Os dados do inquérito da Afrosondagem revelam ainda que em média, 91% dos cabo-verdianos concordam com as medidas implementadas pelo Governo durante este período. Desde a declaração do Estado de Emergência, passando pelo fecho das fronteiras marítimas e aéreas, pelas medidas de isolamento de pessoas com COVID-19, pela quarentena para pessoas que tiveram contacto com infectados pelo vírus, pela obrigatoriedade de manter o distanciamento social e pela obrigatoriedade do uso de máscara em recintos públicos fechados.

O relatório aponta que todas as autoridades envolvidas na prevenção e combate ao COVID-19 foram avaliadas positivamente. O Presidente da República mereceu a avaliação boa e muito boa de 69% dos respondentes, um ponto percentual a mais comparativamente à classificação conseguida pelo Governo que se situa nos 68%, seguido da Assembleia Nacional com 56%.

A Protecção Civil e os Bombeiros são as duas entidades mais bem avaliadas pelo trabalho realizado na prevenção e combate ao coronavírus, com cerca de 78% e 76%, respectivamente de classificação boa/muito boa, seguidas na terceira posição pela Polícia Nacional com 73% de apreciação favorável.

Relativamente ao impacto das medidas adoptadas para prevenir e mitigar os efeitos sociais e económicos da COVID-19 sobre as famílias, os dados apontam um cenário de apreciação diferenciada em função da medida em análise.

“De facto, a maioria das medidas são bem avaliadas, como a distribuição das cestas básicas que mereceu 58% de avaliação boa/muito boa, seguida pelo pagamento de um apoio monetário às pessoas mais vulneráveis, bem como o subsídio desemprego, ambos colhendo 54% de apreciação boa/muito boa”, refere o estudo.

Quanto ao lay off, os resultados positivos aparecem numa proporção mais baixa (42%) e isso deve-se em boa medida à proporção considerável (32%) de inquiridos que não responderem a esta questão por não estarem em condições de o fazer, de acordo com a mesma fonte.

De entre as medidas adoptadas pelos cabo-verdianos para prevenir a infecção causada pela COVID-19, destacam-se a lavagem das mãos regularmente com água e sabão ou desinfecção à base de álcool com 94% de citações, seguida por sair de casa somente em casos indispensáveis (85%) e o uso da máscara regularmente com 64% de respostas.

Em menor proporção, estão sendo medidas como, evitar espaços fechados com concentração de pessoas, mencionada por 44% dos inquiridos, evitar tocar em superfícies comuns com as mãos (corrimão, maçaneta, botão do elevador, etc.) com 30% de menções.

Cerca de nove em cada 10 (88,3%) cabo-verdianos declararam estar preocupados ou muito preocupados com o risco de virem a contrair o vírus, particularmente na Praia e nos concelhos do Interior de Santiago com 93%, seguidos pelos residentes nas ilhas da Boa Vista (81%), do Sal (80%) e de S. Vicente (78%), refere o documento.

Três em cada 10 (28%) cabo-verdianos asseguram não ter saído de casa na última semana de referência (entre 3 a 9 de Maio), contrariamente a 22% que saíram quase todos os dias/todos os dias.´

O inquérito, cujo objectivo geral, era dotar o Governo de informações credíveis sobre o impacto das medidas de prevenção da COVID-19 em Cabo Verde, foi feito com base num inquérito a uma amostra aleatória de 1.352 indivíduos com idade superior aos 18 anos, distribuídos por cinco grandes domínios geográficos designadamente Praia e interior de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,26 mai 2020 18:53

Editado porSheilla Ribeiro  em  12 jul 2020 23:20

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