PR chama atenção para o papel da escola na contenção da COVID-19

PorSheilla Ribeiro,30 set 2020 12:41

O Presidente da República (PR), Jorge Carlos Fonseca defendeu hoje que a escola tem de disponibilizar os meios necessários para que os riscos da propagação da COVID-19 sejam minimizados.

Jorge Carlos Fonseca falava aos jornalistas depois de uma visita ao estúdio de gravação do programa “Aprender em Casa”.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que, por parte das autoridades, tudo deve ser feito para que a segurança sanitária seja a maior ou a melhor possível e que a escola tem que disponibilizar os meios necessários para que os riscos da propagação sejam minimizados.

Questionado sobre a possibilidade do encerramento das escolas, em caso de contaminação, o PR avançou que se trata de uma questão levantada no Conselho da República e que já há critérios e regras estabelecidas para este caso.

“Não sei se deveria eu avançar com a regra, mas eu fui informado de que está previsto. Na hipótese, esperemos que não ou que isso aconteça o menos número possível de vezes, está prevista esta situação de haver a infecção de um estudante ou mais. E perante cada situação concreta há critérios estabelecidos e soluções são dadas. Se se trata só de uma infecção, ou de duas, isso pode importar o encerramento do espaço escolar, do espaço concreto que envolve a pessoa, a criança ou o adolescente, ou a pessoa infectada neste espaço”, informou.

Entre os riscos de propagação do vírus com o reinício de aulas presenciais e os prejuízos causados pelo encerramento de aulas e pela ausência de socialização no espaço da escola, Jorge Carlos Fonseca defende que deve-se assumir os eventuais riscos de propagação que representa o início das aulas presenciais.

“Mas, nós estamos a navegar num mar de incertezas, não sabemos quando é que a pandemia será apagada, se é que se pode apagar. Mas, também não poderíamos eternamente estar com as escolas fechadas. Seria um desastre para o país, uma calamidade para o sistema educativo e sobretudo para as crianças. Isso importaria prejuízos enormes do ponto de vista de aprendizagem, a nível do conhecimento”, apontou.

Por tudo isso, advogou que as razões para o adiamento do início das aulas presenciais no concelho da Praia, tem a ver não com a impreparação dos serviços de educação, ou impreparação das escolas, mas com a dimensão dos números da COVID-19, nos últimos tempos.

Dessa forma, o Chefe do Estado almeja um esforço adicional por parte das autoridades da Saúde, das demais autoridades, dos cidadãos da Praia, das Associações, para que se possa reduzir de “forma relevante” os números actuais.

“Isto é que contribuamos para que o ambiente epidemiológico na cidade da Praia, favoreça os retomar das aulas presenciais na Praia e que no dia 1 de Novembro também a Praia, os estudantes, professores e funcionários possam ter o prazer e a alegria de retomar aquilo que é fundamental no sistema de ensino e aprendizagem, a presença no espaço da escola. Porque também não podermos estar eternamente com as escolas na Praia enceradas e sem o ensino presencial”, apelou.

O ano lectivo começa amanhã, 1 de Outubro, com aulas presenciais em todo o país com excepção do município da Praia.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,30 set 2020 12:41

Editado porSara Almeida  em  17 jan 2021 23:20

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