O governante falava hoje, na cidade da Praia, durante o workshop de sensibilização com vista à implementação de uma Equipa de Resposta a Incidentes de Segurança Informática.
"Para que Cabo Verde possa dar o seu contributo quer na escala regional, como na escala global, para que possamos ter um sistema informático mais seguro, mas estável, mais previsível. O mundo esta confrontado hoje com ameaças cibernéticas permanentes, com custos elevadíssimos financeiros, humanos, mas também de funcionamento da parte do estado, e é fundamental investirmos todos nisto, e tem de ser num quadro internacional. Estamos a trabalhar com a CEDEAO, com a União Europeia, com os Estados Unidos de América para que possamos edificar um sistema robusto de prevenção, de repressão e de combate à cirbercriminalidade em Cabo Verde”, explica.
Olavo Correia diz que Cabo Verde tem toda uma política ao nível das tecnologias de informação e comunicação, que visa garantir uma capacidade interna, quer a nível dos equipamentos, quer a nível dos recursos humanos, a nível do quadro legal.
O presidente do Conselho de Administração da ARME, Isaías Barreto da Rosa, diz que a ARME está engajada neste projecto porque a cibersegurança é hoje fundamental, e por se tratar da maior ameaça à escala planetária para as empresas.
“Só em 2021, a nível mundial os custos relacionados com incidentes de segurança informática e cibercriminalidade atingiu os 6 trilhões de dólares, só a África subsariana perde anualmente dois mil milhões de dólares devido a cibercrime e a incidentes de segurança informática. Nós mesmos aqui em Cabo Verde, há bem pouco tempo, tivemos um ataque sério à rede do Estado com impacto bastante negativo para todo o mundo. É neste contexto que é fundamental que todos unamos os nossos esforços para promovermos a segurança informática por um lado, e para lutarmos contra a cibercriminalidade”, avança.
O workshop de sensibilização com vista à implementação de uma equipa de resposta a incidentes de segurança informática é promovida pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), em parceria com a OCWAR C (Resposta da África Ocidental sobre Cibersegurança e Luta contra o Cibercrime).
Cabo Verde foi escolhido como país piloto, para implementar este projecto que visa, justamente, dar respostas rápidas à problemática de segurança cibernética e luta contra a criminalidade, através da sensibilização das pessoas para questões de segurança informática e criação de um centro de monitorização e combate ao cibercrime.