Primeiro-Ministro justifica concessão dos aeroportos com garantias da Vinci

PorExpresso das Ilhas, Lusa,14 mai 2022 11:04

"Estamos confiantes de que é uma boa parceria"
"Estamos confiantes de que é uma boa parceria"

Chefe do governo afirmou que a adjudicação directa da concessão dos aeroportos do arquipélago ao grupo Vinci foi uma opção do Governo que cumpre a lei.

“Acabamos por fazer uma boa escolha. A Vinci é uma empresa de referência mundial, das cinco melhores do mundo em gestão aeroportuária, que nos garante que temos uma boa solução”, afirmou o chefe do Governo, Ulisses Correia e Silva, em declarações aos jornalistas à margem de um evento oficial na Praia.

Pronunciando-se pela primeira vez sobre este processo, e confrontado por a decisão não ter envolvido um concurso público para a entrega dessa concessão, Ulisses Correia e Silva assumiu tratar-se de uma opção do Governo: “Primeiro está prevista na lei, segundo, nós, perante um investidor de referência mundial, que nos dá todas as garantias preferimos fazer essa adjudicação directa. Houve outros interessados, mas que não estão à altura da escolha que nós fizemos. O que interessa aqui é que, primeiro, a lei permite fazer, segundo é uma opção do Governo, e uma boa opção, que trará resultados seguramente”.

Perante as críticas dos últimos dias, nomeadamente do PAICV, que classifica esta decisão como uma “aventura”, Ulisses Correia e Silva insistiu que a concessão dos aeroportos do país estava prevista desde 2016 no programa do Governo: “Não é surpresa”.

“É um processo que esteve em preparação, com assistência técnica especializada quer a nível dos contratos quer a nível da gestão e do conhecimento do sector. Estamos confiantes de que é uma boa parceria para trazer alterações substanciais no mercado dos transportes aéreos cabo-verdiano e a sua conexão com o turismo”, acrescentou Ulisses Correia e Silva.

Sublinhou que o Governo afirmou sempre, ao longo deste processo, que pretendia escolher um “parceiro de referência internacional” para gerir os aeroportos, que permitisse “agregar valor, não só em termos de investimentos, mas em termos de mercado, da viabilização e operacionalização do conceito de ‘hub’ no Sal”.

Sobre as críticas da oposição, ao modelo adoptado e à escolha, Ulisses Correia e Silva afirma tratar-se de uma posição que “não é de agora”.

“Tudo o que tem a ver com privatizações, concessões, que possam fazer alterações tem havido ruído, tem havido suspeições, tem havido especulações, mas nós seguimos o nosso caminho. Como eu disse, não é surpresa, está no programa do Governo desde 2016, 2021 [nova legislatura] voltou a estar no programa do Governo. Estamos a concretizar aquilo com que nos comprometemos e a bem da economia cabo-verdiana”, concluiu.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,14 mai 2022 11:04

Editado porJorge Montezinho  em  25 mai 2022 12:19

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