Trabalhadores do INSP em greve durante dois dias

PorAilson Martins, Rádio Morabeza,13 jul 2022 11:40

Conferencia de imprensa SINTAP
Conferencia de imprensa SINTAP Rádio Morabeza

Os trabalhadores do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) vão partir para uma greve de dois dias, já a partir desta quinta-feira. Em causa está o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que deveria estar em vigor desde a criação do instituto, em 2014, mas que continua por implementar.

A informação foi avançada hoje, pelo Secretário Permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), Luís Lima Fortes, em conferência de imprensa proferida na Praia.

O sindicalista avança que, desde Março de 2021, o SINTAP e os trabalhadores estão na luta para que existam instrumentos de gestão. 

“Desde Dezembro de 2021, os trabalhadores e os sindicatos só têm assistido um desencontro de informações quanto ao paradeiro dos referidos instrumentos de gestão. Os estatutos em vigor não estão adequados aos princípios estabelecidos para os Institutos públicos, há vários anos. Contudo, o conselho de administração só veio a dar conta em 2020. Mesmo assim, decorridos dois anos, ainda não se conseguiu trabalhar para que o INSP tivesse um estatuto adequado e consequentemente um PCCS alinhado aos estatutos”, explica. 

Luís Lima Fortes refere que os trabalhadores e os sindicatos, depois de quinze meses de insistência, cansados e desgastados, decidiram marcar uma greve para quinta e sexta-feira.

“Não tendo nenhuma resposta, sequer uma indicação de quando é que se vai publicar o estatuto e o Plano de Cargos Carreiras e Salários, os trabalhadores vão manter o aviso de greve para os dias 14 e 15 de Julho. Estamos à espera que o conselho de directivo do INSP nos apresente alguma proposta concreta sobre a publicação dos referidos instrumentos de gestão dos recursos humanos, para que possamos levantar a greve”, avança. 

No passado dia 11 de Julho, ocorreu um encontro de mediação da Direcção Geral do Trabalho, entre o SINTAP e o INSP, não tendo sido possível um acordo entre as partes, razão pela qual a paralisação se tornou o caminho a seguir.

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Autoria:Ailson Martins, Rádio Morabeza,13 jul 2022 11:40

Editado porAndre Amaral  em  12 ago 2022 6:20

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