​Trabalhadores do IMar não descartam nova greve

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,24 nov 2022 14:20

Os trabalhadores do Instituto do Mar (IMar) não descartam a possibilidade de mais uma greve, caso as reivindicações não forem atendidas pela entidade empregadora. Revelação feita hoje pelo SINTAP, no balanço da paralisação que decorreu nos dias 22 e 23 deste mês.

Em conferência de imprensa, o secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), Luís Fortes, disse que durante os dois dias de protesto, com uma adesão de 60% dos funcionários, não houve abertura por parte do Ministério do Mar ou do IMar, no sentido de apresentar propostas concretas.

“As expectativas ficaram frustradas. Depois do cumprimento dos dois dias de greve, os trabalhadores não vão parar por aqui. Querem continuar a procurar consensos. Temos várias propostas sobre a mesa para todas as questões que levaram os trabalhadores à greve. Do mesmo modo, esperamos abertura da parte do conselho directivo do IMar e do Ministério do Mar, como anunciaram na Comunicação Social. Se continuarmos a ter resistência da parte da entidade empregadora, vamos denunciar e mais tarde vamos continuar com a luta, possivelmente outra greve”, diz.

Na base da greve estiveram a não implementação do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), ordenados precários e o não pagamento do complemento salarial designado de diuturnidade, no valor de 43 mil contos.

“Temos flexibilidade na facilidade do pagamento das dívidas. Mas, por exemplo, o PCCS, que é um instrumento de gestão, deveria ser aprovado 60 dias depois da criação da instituição. Têm de aprovar o PCCS, depois podemos ver como implementar a questão da grelha salarial”, refere.

A greve aconteceu a nível nacional, e contou com uma adesão de 60% dos funcionários, "uma vez que muitos estão de licença sem vencimento”.

Em conferência de imprensa no início da semana, o conselho directivo do Instituto do Mar considerou que a greve não tinha razão de ser. O presidente da instituição, Malik Lopes, anunciou a implementação do PCCS a partir de Outubro do próximo ano, conforme consta do orçamento submetido e aprovado. Na altura, o responsável disse que outras razões estarão por detrás do protesto.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,24 nov 2022 14:20

Editado porAndre Amaral  em  26 nov 2022 23:27

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