Em declarações ao Expresso das Ilhas, a representante Elisâmgela Rodrigues, avançou que esta luta tem-se arrastado desde 2020 e que os técnicos da ITCV sempre estiveram disponíveis para o diálogo.
“Estamos a fazer esta greve porque lutamos pelo PCCS que foi publicado em Fevereiro deste ano. Depois, a Administração Pública veio sugerir uma retificação. Estamos a espera da retificação há cinco meses para depois ser enviado a lista de transição para depois fazer efeito. Estamos a lutar por este PCCS desde 2020 e pensamos que já é tempo deste processo ser resolvido”, declarou.
Conforme disse, os técnicos têm sido compreensivos e têm ajudado o ITCV, mas também notaram que “não tem recebido a devida importância”.
“A greve foi uma solução que encontramos para dizer basta e que é preciso mais serem mais agís e mais dinâmicos porque é as nossas vidas que estão em causa, somos chefes de famílias e precisamos de um horizonte. Temos trabalhado, temos dado o nosso sangue ao turismo e não temos visto o feedback. Pedem compreensão e compreendemos porque sabemos que os processos são demorados, que há burocracia, mas há limite para tudo”, acrescentou.
Segundo Elisângela Rodrigues, se em três dias não chegarem a um consenso a greve deve continuar até que tudo seja resolvido.
A greve que iniciou hoje 17, deverá terminar na quarta-feira, 19. Os técnicos do ITCV estão representados pelo Sindicato dos Trabalhadores Da Administração Pública Central (SACAR).